Mostrar mensagens com a etiqueta Marta. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Marta. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 31 de maio de 2017

O regresso


Desde meados de Abril que regressei ao trabalho. Primeiro aos bocadinhos, ainda com fugas rápidas para ir ter com a Maria e desde o início de Maio que estou de corpo e alma na escola. O regresso foi estranho e engraçado ao mesmo tempo. Acima de tudo foi um desafio. Este ano letivo, praticamente não estive com o grupo. As referência foram-se construindo e no meu regresso tive de procurar o meu lugar. Aos poucos fui ganhando espaço. Tão interessante algumas coisas que aconteceram. Inevitavelmente há sempre diferenças. Ainda que eu e a Marta sigamos o mesmo modelo e tenhamos a mesma linha pedagógica encontramos sempre diferenças e eles foram-me dizendo:

"Na reunião de Conselho pomos as cadeiras mais para trás, Marta!"
"Se quiseres podes ver o meu desenho, mas eu depois quero ir mostrar à Marta Reis!"
"Marta hoje sou eu a dar a palavra!"

Fui me ajustando, eles ajudaram-me e a Marta pediu-me para apoiar um dos projetos que estava na lista para se fazer. Foi assim que também me senti, cada vez, mais integrada!

As novidades da nossa sala continuam a passar também por aqui: Já sei Marta!

Estou de volta! E é tão bom!

domingo, 30 de abril de 2017

O seminário na ESE

No dia 26 de Abril estivemos na ESE. É sempre bom voltar à casa que nos formou e onde tivemos tantos momentos felizes. No anfiteatro encontrámos uma sala cheia, mas tão cheia que havia pessoas sentadas em todo o lado. Partilhámos a nossa prática, refletimos em conjunto, revimos muitas amigas e saímos de coração cheio. Prometemos voltar! 


terça-feira, 25 de abril de 2017

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Educação Sexual - o que ficou por dizer.

Na passada sexta-feira estive no programa das manhãs da SIC para falar sobre o recente Referencial de Educação para a Saúde, mais especificamente sobre o último capítulo do Referencial que diz respeito aos Afetos e a Educação para a Sexualidade. Ali, naqueles 10 minutos, senti que ficou muito por dizer e que o debate se tornou confuso e pouco central no tema proposto. Assim decidi escrever o que penso sobre o documento. Há ou não espaço no pré-escolar para se falar sobre sexualidade, sobre afetos, sobre género? Afinal é isso que propõe o documento. Na minha opinião claro que há, senão vejamos:

Desde o nascimento que as crianças são detentoras de uma curiosidade natural e um enorme potencial para compreender e dar sentido ao mundo que as rodeia, sendo competentes nas relações e interações com os outros. Sabemos que o desenvolvimento e aprendizagem das crianças ocorrem num contexto de interação social. A educação de infância entende a criança como sujeito do seu processo educativo. Este papel ativo da criança decorre também dos direitos de cidadania da criança - direitos reconhecidos pela Convenção dos Direitos das Crianças. Neste campo é importante mencionar o direito de ser ouvida e de ter acesso à informação. Assim, é possível dizer que tudo o que diz respeito à criança e que seja do seu interesse, que desperte a sua curiosidade é passível de ser abordado. A educação de infância assim o entende e aborda qualquer questão adequando à idade da criança, contexto e vivências. A abordagem deve ser sempre eticamente situada e honesta. Partimos do princípio de que as crianças não são tábuas rasas e, mais importante, não estão isoladas do todo social. 

É nesta perspetiva que entendemos que, tal como qualquer outro assunto, há espaço no pré-escolar para se falar sobre sexualidade e afetos. E para que os resultados sejam desejáveis a "educação para a sexualidade tem de se dirigir às escolas como um todo, penetrar em todos os seus ambientes, envolver todos os seus membros, aproveitar todos os momentos para, através de acontecimentos emocionais estruturados, construir modelos que promovam os valores e os direitos sexuais, sobre os quais as crianças e os jovens possam desenvolver a sua própria identidade e o respeito para com os outros" (in referencial de educação para a saúde). 

Depois de ler o referencial apresentado recentemente pelas Direções-Gerais da Educação e da Saúde, em colaboração com o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) percebemos que se trata de um documento orientador destinado à educação pré-escolar e aos ensinos básico e secundário, visando a promoção da literacia em saúde, a adoção de estilos de vida saudáveis e o desenvolvimento de competências sociais e emocionais. O documento assume-se como um quadro orientador e de referência para a implementação da Educação para a Saúde em meio escolar, concorrendo para a dimensão transversal da Educação para a Cidadania em qualquer disciplina ou área disciplinar. Tal como outros referenciais, o documento pretende "ser uma ferramenta educativa, flexível, não prescritiva, possível de ser utilizada e adaptada em função das opções definidas em cada contexto educativo, desde o pré-escolar" (in referencial de educação para a saúde).

Importa ainda referir que o referencial está dividido em cinco temas globais:
- Saúde Mental e Prevenção da Violência
- Educação Alimentar
- Atividade Física
- Comportamentos Aditivos e Dependências
- Afetos e Educação para a Sexualidade

No que diz respeito ao último tema e para o qual fui convidada a falar, penso que é de extrema importância falar-se sobre o mesmo no pré-escolar e o documento surge como apoio e guia para o que e como deve ser abordado. Os assuntos mencionados no referencial são:

- Identidade e género
- Relações Afetivas
- Valores
- Desenvolvimento da sexualidade
- Maternidade e Paternidade responsável
- Direitos sexuais e reprodutivos (não se aplica ao pré-escolar, segundo o referencial)

Porque é que é importante os educadores estarem confortáveis e preparados para abordarem os assuntos acima?

Porque todos temos o dever de promover uma atitude positiva no que respeita à igualdade de género e desenvolver a consciência de que cada pessoa é única no que respeita à sua sexualidade.
Porque é nossa obrigação afastar estereótipos e desenvolver valores de respeito, tolerância e partilha no que diz respeito às diferenças individuais e socioculturais de cada um.
Porque é importante reconhecer a importância dos afetos no desenvolvimento individual de cada um, identificando, respeitando e compreendendo as emoções em si próprio e nos outros.
Porque é fundamental as crianças perceberem que têm direito à sua privacidade e ao entendermos os limites dos afetos estamos a promover a prevenção do risco.
Porque devemos promover na criança a capacidade de aceitar e integrar as mudanças físicas e emocionais associadas à sexualidade, ao longo da vida.
Porque é nosso dever identificar e respeitar a diversidade dos contextos familiares, numa sociedade que cada vez mais encontra diferentes tipos de família.

Porque, acima de tudo, é obrigação de cada educador refletir sobre o tema e promover nos grupos comportamentos saudáveis.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Educação Sexual no Pré-Escolar? Sim ou Não?

As Direções-Gerais da Educação e da Saúde, em colaboração com o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) apresentaram recentemente o Referencial de Educação para a Saúde. Trata-se de um documento orientador destinado à educação pré-escolar e aos ensinos básico e secundário, visando a promoção da literacia em saúde, a adoção de estilos de vida saudáveis e o desenvolvimento de competências sociais e emocionais. O documento assume-se como um quadro orientador e de referência para a implementação da Educação para a Saúde em meio escolar, concorrendo para a dimensão transversal da Educação para a Cidadania em qualquer disciplina ou área disciplinar. 

No âmbito deste referencial, que podem consultar aqui, fui convidada a ir ao programa das manhãs da SIC falar sobre a educação sexual no pré-escolar. A questão que se colocava era se seria ou não possível abordar a temática dos afetos, da sexualidade, da identidade e género com crianças de 3,4 e 5 anos? 


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A Maria nasceu!!!


Foi no dia 6 de Dezembro e eu não podia estar mais feliz. Cá por casa andamos em modo adaptação. A mana mais pequenina veio roubar espaço aos mais velhos... mas também veio trazer muito amor e alegria para todos. Estamos todos embevecidos: pais e manos. Obrigada a todos os que já nos felicitaram. Estamos de coração cheio! 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Novo ano e vida nova

Começou um novo ano... despedimo-nos de alguns dos nossos amigos. Uns voaram para outras escolas, outros desceram apenas ao piso de baixo e podemos reencontrar-nos de novo nos intervalos, no recreio. A nossa sala recebeu novas caras e muitas novidades. A Marta Reis começou o ano connosco. E vamos fazer equipa juntas com a Patrícia. O ano vai ser diferente. Duas educadoras!!! Devem estar todos a perguntar-se porquê. É simples... aqui dentro cresce mais um bebé. A Maria vai chegar em Dezembro e decidimos que seria uma mais valia, começarmos o ano a 3. Todas as transições serão assim mais calmas e tranquilas. É tempo de delinearmos objetivos comuns, de traçarmos planos e de nos focarmos no ano que aí vem. Tenho certeza que a sala ficará em boas mãos, que não vão sentir (muito) a minha falta e que eu irei estar sempre na retaguarda. Este ano vou escrever menos no blogue... as notícias vão passar por aqui: "Já sei, Marta!".

Vai ser um ano bom para todos, um ano muito feliz para todos nós!!! Eu vou aos poucos abrandando, sorrindo com este momento que me espera...


... mas com todos eles no meu coração!

"Não sei... Não sei se a vida é curta 
Ou longa demais pra nós, 
Mas sei que nada do que vivemos 
Tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. 
Muitas vezes basta ser: 
Ser Colo que acolhe, 
Ser Braço que envolve,
Ser Palavra que conforta, 
Ser Silêncio que respeita, 
Ser Alegria que contagia, 
Ser Lágrima que corre, 
Ser Olhar que acaricia, 
Ser Desejo que sacia, 
Ser Amor que promove. 
E isso não é coisa de outro mundo, 
É o que dá sentido à vida. 
É o que faz com que ela 
Não seja nem curta, 
Nem longa demais, 
Mas que seja intensa, 
Verdadeira, pura... 
Enquanto durar." 

Cora Coralina

domingo, 28 de fevereiro de 2016

O medo de fazer culinária numa sala onde há alergias!

No armário da minha sala eu tenho três injeções de adrenalina, dois xaropes anti-histamínicos, uma embalagem de comprimidos S.O.S.. Não, não estou a falar de uma enfermaria, é uma sala de um jardim-de-infância onde, por acaso, estão crianças com diversas alergias. Viver a infância com restrições não é fácil, mas é possível. Tenho medo? Sim... tenho medo. Mas ultrapasso cada dificuldade, cada dia, com uma boa sensação de realização. Na minha sala não há giz no quadro de lousa. Quando vou ao parque tenho de ter atenção máxima por causa das abelhas, se alguma aparecer e picar aquela criança, o caminho é o hospital. Se alguém trouxer marisco de casa para comer, tenho de pensar em dividir o grupo em duas salas. Os dias de festa de aniversário são experiências radicais. Controlar bolos, sumos, cupcakes, chocolates e guloseimas não é tarefa fácil. Aprendi a ler rótulos há muito tempo, quando com o meu primeiro grupo, existia uma balança na sala para contar proteínas. Está-me a ser muito útil essa experiência, novamente este ano. Sempre que alguém traz umas bolachas para partilhar com os amigos, eu rezo para que venham acompanhadas de uma receita - como foi pedido no início do ano - para ter certeza que aquela criança pode comer. Os dias de culinária na sala são verdadeiras aventuras. 

Antes, eu fazia culinária na sala, impreterivelmente, de quinze em quinze dias. Quando as primeiras restrições foram aparecendo, eu fui ficando com medo e fui deixando gradualmente de fazer culinária na sala. Ai o medo. O medo apoderou-se de mim. "E se o chocolate que vou usar tem vestígios de frutos secos, como vou fazer scones sem farinha de trigo, qual o bolo que não leva ovos, que frutas posso usar numa salada de frutas? " As perguntas assolavam-me como pequenos e agudos alarmes, daqueles que nos fazem ficar a doer a cabeça. A solução mais fácil e cobarde foi ir gradualmente deixando de fazer culinária na sala. Sem cozinha na escola nova, tinha a desculpa perfeita para não fazer culinária nunca. 

Mas, cada vez que olhava para a agenda e em letras gordas lia "Culinária" sentia-me cobarde. O medo apoderou-se de mim e estava a corroer-me. Há uns dias tomei a decisão de não sentir mais medo, de ultrapassar as dificuldades e conseguir que todos na sala pudessem passar por esta experiência incrível e enriquecedora que é meter as mãos na massa, contar gramas, pesar numa balança, misturar ingredientes e sentir o prazer de comer o que prepararam. Uma oportunidade, acima de tudo, daqueles que têm alergias, não se sentirem excluídos. 

A força para esta mudança, não foi interior, não  veio de dentro... a força para esta mudança veio das crianças, das suas sugestões no diário, das suas vontades e desejos. A proposta veio da Matilde: "Queremos fazer panquecas!" Ai, o que eu tremi. A Matilde não pode comer trigo, nem leite e só há algum tempo teve alta para os ovos. Não desviei a conversa, não ignorei o pedido. Enchi-me de força... da força que eles me passam. Pedi ao tio Mário uma máquina para fazer panquecas, pedi à mãe da Matilde farinha de espelta, pedi à Cristina (na escola velha) que me mandasse ovos, de casa levei um saco com varinha mágica, taças, fiambre de peru, queijo, açúcar, canela, manteiga e o livro de receitas antigo que escrevi quando saí de casa da minha mãe. 

No dia marcado, duas taças de cor diferente, dois pratos de cor diferente, muito cuidado para não misturar ingredientes, não contaminar uma massa com a outra. De um lado a farinha de espelta, do outro a farinha de trigo. De um lado um grupo de amigos com a Matilde, do outro um grupo de amigos com o Eduardo - o Eduardo não pode comer espelta! 

No final, a certeza que não podia ter sido melhor. Venham daí mais dias de culinária, venham daí mais receitas que podemos fazer. Vão se embora os medos... Um dia de cada vez, uma receita de cada vez. Uma certeza: É possível! 

quarta-feira, 23 de setembro de 2015

Uma escola faz-se de pessoas

Este ano foi um ano de grandes mudanças... mudança de casa, mudança de sala, mudança de grupo - afinal recebemos novas crianças, -  mudança de recreio, mudança de atividades - bem-vindo judo! - mudança de rotinas. As mudanças só são possíveis quando temos ao nosso lado pessoas tão incríveis e especiais como eu tenho! Ainda longe de ter a casa arrumada, tal como desejaríamos, arrancámos com o novo ano letivo. A Diese está mais bonita e é bem maior... a nossa sala é cheia de luz e tem imensos jogos, o nosso recreio é tão grande que nos perdemos uns dos outros e fazemos uma festa quando nos voltamos a encontrar. Mas a Diese é a mesma... porque uma escola faz-se de pessoas... e as pessoas são as mesmas. A Patrícia que brinca com todos como se ninguém estivesse a olhar para ela, a Carmo que tem uns braços tão grandes que consegue só de uma vez abraçar todas as crianças da escola, a Rute que não se esquece de um recado e organiza diariamente o recreio com todas as panelinhas e bonecas que consegue juntar, a Cláudia que com um olhar entende tudo o que quero dizer, a Laura que é mãe e amiga de todas nós, a Vanessa que, sempre bem disposta, chega a todos com um sorriso, a Marta R. que, com o seu jeito meigo, nos vai fazendo refletir e crescer e a Tia Lena que tem sido o porto de abrigo. Depois temos o Álvaro que ainda agora chegou e já faz parte desta equipa fantástica, o Rodrigo que criou uma legião de fãs em poucos dias e o Nelson que continua a ser o brincalhão de sempre. Não me esqueço, claro, de TODOS - os que ainda na Diese pequenina - nos apoiam incondicionalmente, nos seguram quando trememos, nos motivam quando precisamos, que estão SEMPRE lá para nós - a Mariana, a Xana, a Mónica, a Fátima... e a Elsa, a Dora, a Sandra, a Anita, a Isabel, a Ester e a Susete. E ainda a Adi, a Cristina e a Emília que numa organização fantástica têm sempre tudo pronto para nós! Uma escola faz-se de pessoas... não só das pessoas que trabalham na escola, mas também das que já trabalharam, das que só vêm dar aulas, e das amigas que estão sempre presentes nos nossos momentos de loucura - à Vera, à Aissa, à Bia, à Maggie, à Carla, ao Beto, à Catarina - que é mãe e também amiga, nada disto seria possível sem vocês. Aos maridos, filhos e restantes famílias de todos nós que nos apoiaram e meteram a mão na massa, esta escola também é vossa. 

Uma escola faz-se de pessoas, faz-se das mães e dos pais que nos apoiam, que estão do nosso lado, das que nos chamam à atenção, das que arregaçam as mangas, das que nos ajudam a ser melhores. 

Uma escola faz-se de pessoas... faz-se principalmente de crianças! E é para elas que hoje aqui escrevo... a todas as crianças que sorriram esta semana como nunca antes, as que pularam, as que choraram que não se queriam ir embora, as que correram, as que me abraçaram, as que nos disseram que a escola é a melhor escola que podiam ter.... obrigada! Vocês são o principal motor que nos faz avançar. Para vocês prometo, sempre, o meu melhor! 

Sejam todos muito bem-vindos a esta escola, uma escola que se faz de pessoas, que se faz de todos vocês! 



quinta-feira, 6 de agosto de 2015

50 anos de Movimento da Escola Moderna

Mais um ano que passou e mais um Congresso do MEM em que eu pude estar presente. Já é o meu 9º Congresso... ano após ano mais espaço para refletir em conjunto com tantos bons profissionais. Este ano o Movimento faz 50 anos de existência e sem dúvida que é a presença mais coerente e inspiradora da pedagogia em Portugal! 



Este ano em conjunto com a Marta Reis, decidimos levar uma comunicação sobre os valores e os princípios do MEM... como é que, na prática, estes valores se operacionalizam dentro das nossas salas. O nosso resumo e título da comunicação ficam aqui: 


Democracia, Participação, Cooperação! Como é que os valores do MEM se vivem no Jardim de Infância?

Todos sabemos que o modelo pedagógico do Movimento de Escola Moderna assenta em princípios democráticos, de justiça e solidariedade. Já todos ouvimos falar em cooperação, participação e reciprocidade… mas na prática como é que afinal se operacionalizam estes valores? Como é que as crianças pequenas tomam decisões, participam, crescem em parceria e têm voz no dia a dia do Jardim de Infância? Este ano propomos trazer uma comunicação na qual se veem estes valores e princípios na prática. Para além dos vários momentos formais, em momentos de sala de atividades, de recreio e até no tão aguardado momento de praia, as crianças vivenciam e espelham estes valores. Vivemos em sociedade e por isso é tão importante que a escola forneça às crianças todos os alicerces para que possam ser cidadãos ativos e cooperativos.


Foi muito bom, chegarmos ao final deste ano letivo, sentarmo-nos e refletirmos em conjunto sobre os valores do MEM. Como os promovemos, como os asseguramos, como efetivamente se vive a democracia com crianças pequenas, como se garante que elas participem em todas as rotinas e atvidades do Jardim de Infância e como a cooperação está sempre presente. 

Levámos a nossa comunicação ao Congresso e recebemos muito mais do que demos, pois tivemos um tempo de debate riquíssimo e emocionante que nos deixou, às duas, de coração (mais que) cheio! 

Para além de comunicar, também fui assistir a muitas comunicações (este ano virei-me mais para o 1º Ciclo), deliciei-me com a exposição e ainda fui presenteada com uma foto no meu telemóvel que dizia: "Muito bem, a ser referenciada em comunicações alheias!" ... e fiquei feliz, mais que feliz... é uma sensação mesmo boa. Mais uma forma de ver o meu trabalho reconhecido. Obrigada!


A meio do Congresso fui receber a minha revista, pois como sócia do Movimento da Escola Moderna, recebo anualmente uma revista cheia de artigos riquíssimos para qualquer profissional de educação e assim que abro a revista dou de caras com o primeiro artigo do MEM e da Creche. Finalmente... depois de anos de espera, depois de muitos caminhos desbravados, depois de avanços e retrocessos, depois de muitas reflexões em conjunto chega o primeiro escrito sobre a creche e o Movimento da Escola Moderna! Um orgulho!!!


Para o ano há mais... e regressarei ao Porto, onde fui pela primeira vez a um Congresso do MEM! Lá estarei!!!


O Piloto Diese representado por mim, pela Marta e pela Mónica!

quinta-feira, 19 de março de 2015

Workshop de Carimbos

Este fim-de-semana fui à Casa Nic & Inês fazer um workshop de carimbos. O Nic e a Inês são "um casal, são dois artistas, são um par de professores, que se fartaram de ouvir falar da "crise". Enlouqueceram e agora dão workshops (quase todos os sábados) no seu estúdio/oficina/ninho-de-amor no coração de Lisboa. Ensinam aquilo que adoram e o que fazem bem. Preços de amigo, chá e petiscos aparecem com frequência." Foi a minha primeira vez e eu estou completamente rendida. 


Já os conhecia por ter tido a sorte de um dia dar de caras com os seus livros feitos à mão, únicos e simplesmente maravilhosos. Em breve falarei sobre eles no meu blogue dos livros infantis. E este sábado pude comprovar toda a sua simpatia e profissionalismo num workshop de carimbos. Aprendi imensas coisas e adorei. As imagens falam por si: 



Com certeza irei regressar e irei experimentar mais workshops, porque do que tenho ouvido são todos maravilhosos.

Algumas desta fotografias e texto foram retiradas da página do Facebook da Casa Nic & Inês.

domingo, 20 de julho de 2014

Refletir, refletir, refletir


Fomos ao 36º Congresso do Movimento da Escola Moderna. Desta vez levei uma companhia especial. A doce Madalena fez-me companhia nesta viagem maravilhosa que é a partilha no MEM... e portou-se à altura!


Não fomos as duas sozinhas. A equipa da Diese fez-se presente e trouxe deliciosas comunicações que eu adorei assistir. 


Este ano a exposição estava tão bonita, tão bonita, tão bonita que apetecia ali ficar... horas a contemplar cada trabalho, cada projeto, cada vivência. Olhava e conseguia perceber tudo o que havia acontecido por trás daquele produto. Estamos todos de parabéns!!! Já viram ali o nosso projeto dos Castelos? 


Algumas das educadoras que estiveram no Congresso. Desta vez não conseguimos tirar uma foto todas juntas! Foi um momento de reflexão e partilha maravilhoso!

sábado, 17 de maio de 2014

A Madalena já nasceu


Obrigada a todos pelas mensagens, carinho e presentes que me têm feito chegar. A Madalena nasceu no dia 6 de Maio, com 4,115 kg e 51 cm. Uma gordinha fofa! Mais tarde irei visitar todos na sala da Marta com esta filha fofinha. Aqui, já vi, continua o excelente trabalho pelas mãos de todas as crianças da sala da Marta com a ajuda da querida Marta Reis!

segunda-feira, 10 de março de 2014

Barriguinha grande a descansar

Pois é, estou à espera de mais uma bebé. Desta vez é uma menina e irá chamar-se Madalena. A Madalena deve nascer lá para Maio, mas desta vez pregaram-me uma partida e tive de vir para casa mais cedo do que estava à espera. Assim, enquanto eu repouso e preparo o ninho para receber a doce Madalena, a Marta Reis - uma querida e maravilhosa educadora - irá substituir-me! Entretanto pedi-lhe que desse continuidade ao blog da sala, e que nos fosse presenteando com notícias maravilhosas sobre o que se anda a fazer na sala da Marta. 

Obrigada querida Marta por partilhares comigo este espaço de educação. Bom trabalho para todos! Eu por cá, vou descansar um bocadinho!


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Escreve-me uma carta...

Sempre tive a sorte de receber postais e cartas das crianças que passaram por mim... Sorte, sim uma grande sorte eu tenho, sempre que abro a caixa do correio e em vez de contas para pagar vem um postal com notícias e mimos que me enchem o coração. Tenho uma caixa, uma grande caixa onde vou guardando cada ums destas ofertas em forma de postal...
Este foi mais um ano em que os mimos chegaram - as palavras vinham com uma letra redondinha quase perfeita, e os desenhos eram rabiscos cheios de cor, também tive direito a mensagens com corações. Há coisas que me enchem o coração. Receber as vossas cartas é simplesmente maravilhoso! Obrigada!!! Em breve terão respostas na volta do correio. ;-)

terça-feira, 3 de setembro de 2013

"Lembras-te quando nós eramos desta sala?"

Há 8 anos atrás cheguei a esta sala pela primeira vez. Era o meu primeiro ano de trabalho. Fui recebida com sorrisos e palavras carinhosas das famílias que não me viram (só) como uma miúda mas como alguém em quem confiar. Foi um ano marcante que de certeza ninguém vai esquecer. 
Eram todos tão pequeninos... agora alguns já passaram para o 5º ano, outros para o 4º. Passou a correr. E eu estou de volta a esta sala. Aquela das boas recordações. Chegou altura de preparar o novo ano e adivinhem quem veio ajudar?
Pois é, duas daquelas menina giras que estão na foto de cima vieram ajudar a pôr a sala "ao jeito" da Marta para receber este novo grupo maravilhoso. (E o mais engraçado, a Kica - a da esquerda, não se cansava de dizer que o mano ia adorar. Sim, o Manel vai adorar). Agora que a sala ficou pronta é hora de explorar:
Abrimos as portas da sala e todos quiseram ver cada canto, experimentar todos os jogos, folhear cada livro, correr e saltar de área em área à procura de novas aventuras. E assim será durante alguns dias. Há sempre coisas a descobrir, novas amizades a travar, sorrir, brincar e ser feliz!
Tenho certeza que aqui terão TUDO para serem sempre muito felizes!!! 
Bom ano a todos!!!

sábado, 20 de julho de 2013

35º Congresso do MEM


À semelhança dos anos anteriores estive aqui... no 35º Congresso do MEM. É sempre um momento maravilhoso de muito convívio, partilha e reflexão. 



Mais um ano com uma exposição linda que tive o privilégio de a observar com calma, aproveitando cada recanto.


Este ano levei duas comunicações: uma que resultou de um ano de trabalho maravilhoso na Diese. Eu e a Carmo comunicámos sobre o trabalho em Creche no MEM; outro que resultou do meu trabalho de investigação na ESE sobre o MEM e os direitos da Criança.


Pude ainda estar com os amigos e professores do Movimento da Escola Moderna, com quem aprendo sempre tanto e com quem partilhamos tanto. Foi um Congresso excelente!

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A Marta e o Manel no Ties

A Catarina tem um projecto fantástico, o Ties. "O Ties é um projecto de fotografia e entrevistas a mães que conciliam a sua actividade profissional, os seus filhos e ainda têm projectos criativos e empreendedores. Mães jovens que acreditam que é possível. A sua inspiração? a família. Sempre."


A Catarina também é mãe e talvez por isso consiga captar tão bem os momentos de maior amor e ternura que podem existir numa família. Foi ao ver o trabalho dela, o seu site e blog que decidi que gostaria de ser fotografada com o Manel, pela Catarina .

Quis falar-lhe um bocadinho do meu sonho profissional - o Infantário Piloto Diese - e do meu maior sonho pessoal - ser mãe. Agora a vida ganhou outro sentido!!!

Foi no meio de uma bela conversa que surgiram beijos e mimos que diariamente trocamos, mas que desta vez foram apanhados pela câmara fotográfica indiscreta da Catarina.

As fotos podem ser vistas aqui. O blog pode ser devorado aqui e a entrevista para o Ties pode ser lida aqui.


Eu amei!!!

segunda-feira, 5 de março de 2012

A fazer o ninho

Por estes dias a Marta estará a preparar o ninho para receber o Manel...
Um grande beijinho a todos

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

Bom Carnaval!!!

Por aqui já se festeja!!!!