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terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

O tomate é um legume ou uma fruta?

Numa conversa, na hora do almoço, a Matilde e o Guilherme discutiam sobre o que seria o tomate: um legume ou um fruto? Pensamos normalmente nos legumes como algo que acompanha a refeição e na fruta como algo que comemos a seguir ou entre refeições. Fomos pesquisar e descobrimos que afinal não é bem assim: A diferença é  científica e, na verdade, depende em parte da planta ingerida. A maioria das plantas cresce a partir de sementes, que são produzidas no interior do órgão feminino da planta, o ovário. Uma vez desenvolvidos, a maioria dos ovários transforma-se num fruto que protege as sementes e promove a sua dispersão. O fruto é a parte da planta que contém as sementes e inclui melões, laranjas e até tomates e pimentos.


Durante alguns dias foram chegando muitos frutos diferentes que tínhamos o cuidado de abrir e perceber afinal do que se tratava, de um fruto ou de um legume. Na botânica a classificação faz-se da seguinte forma: tudo o que tem semente é um fruto, sendo a palavra legume usada para as outras partes comestíveis de uma planta, incluindo folhas (alface e tabaco), flores (brócolos), caules (aipo), tubérculos (batatas), bolbos (cebola) e raízes (beterraba). E ainda existem os fungos, onde se incluem os cogumelos.


Depois de feita a pesquisa e de sermos detentores do conhecimento, quisemos partilhar esta informação com a restante comunidade educativa. Fizemos um cartaz e fomos comunicar às outras salas as nossas descobertas. Para acompanhar levámos algumas frutas que partilhámos com os amigos! 


Queremos agradecer a todos os pais que contribuíram amplamente para este projeto. Não teria sido tão rico sem o vosso contributo. De casa chegaram tomates, bananas, pêra abacate, mangas, papaias, tangerinas, limões, pimentos, bróculos, maças, uvas.... Muito, muito Obrigada! 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Projeto da Estrelas

O bom de trabalharmos a metodologia de trabalho de projeto é podermos, quase sempre, sair da nossa zona de conforto e entrar por um mundo, não antes imaginado, na educação de infância. Quem imaginaria que crianças de 3, 4 e 5 anos se interessariam por nebulosas, estrelas anãs, hemisférios ou telescópios? Quem poderia dizer que crianças de 3, 4 e 5 anos saberiam que as estrelas têm hidrogénio e é isso que as faz brilhar, que há estrelas quentes e frias e que a sua luminosidade depende da distância a que se encontram da Terra. Pois é, mas eles sabem... eles adoraram aprender. Nós adorámos aprender com eles. O projeto, todo conduzido pela Patrícia, surpreendeu-me tanto e, a verdade, é que me deliciei com esta comunicação. 


Estão todos de Parabéns!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2016

Diálogos à volta de uma mesa

Na sexta-feira provoquei-os na reunião da manhã: "Vocês sabem para que serve a escrita?" Todos respondem que sim, aquele "sim" em coro que, quem trabalha com crianças, conhece tão bem. Continuo. "Então digam-me lá para que serve a escrita!?" As primeiras respostas são todas afetivas e distantes do verdadeiro sentido da escrita. (Quase me sinto frustrada neste momento!)

"Para aprender a escrever!" - Madalena A. 
"Para escrever palavras!" -António E. 
"Para mostrar aos meus pais!" - Madalena A. 
"Para crescer!" - Madalena B.
"Para treinar!" - António E. 
"Para aprender a ler!" - João
"Para os adultos perceberem!" - Madalena A. 

No meio do afeto, surge a primeira resposta de uma das funcionalidades da escrita. 

"Serve para escrever uma carta ao Pai Natal!" Madalena B. 
"E serve para escrever cartas aos amigos das outras escolas, como da sala da Aissa!" - Beatriz

(abre-se o caminho...)

"A escrita serve para escrever livros e histórias!" - Afonso Luz
"Serve para nos lembrarmos de coisas importantes que acontecem ou que sabemos, sítios onde fomos!" Sofia, Afonso L. e Madalena B. 
"Também serve para escrevermos o nome nos trabalhos e depois sabermos quem é que os fez!" - Madalena A. 
"A escrita serve para decidirmos o que vamos fazer no plano do dia!" - António E. 
"Serve para escrevermos as coisas más que acontecem, as coisas boas, o que fizemos e o que queremos fazer!" - Madalena A., Afonso L. e João
"Serve para fazermos convites! Os convites devem ter hora, lugar e dia!" - Madalena A. e Madalena B. 
"Eu ainda sei outra coisa... serve para identificar!" - Afonso L. 

Identificar? - pergunto

"Sim, identificar, as portas dos cinemas, as caixas dos materiais, os nossos cabides!" - Afonso L. 
"Também serve para escrever a data!" - Joana
"Nãoooo!!! A data tem números. A escrita tem letras!" - Madalena B. 
"Simmm, mas escrevemos a data... então é escrita!" - Joana

(entra o conflito cognitivo)

Se tem números, não é escrita. - dizem mais uns quantos. E eu pergunto: Então e os números servem para quê? 

"Isso é fácil! Servem para aprender a contar!" - Madalena A. 
"Para saber quantos estão... podem estar em cada área!" - João
"Para escrever a data!" - Beatriz
"Para sabermos em que dia estamos!" - António
"As portas das casas têm números!" - Afonso L. 
"E os elevadores também têm números!" - João
"Os números servem para pôr coisas em ordem!" - António E. 

Não havia mais sugestões e eu fiz uma sugestão. "E se perguntassem, este fim-de-semana lá em casa, onde é que há números e para que é que os números servem, afinal? Não se esquecem?

"Não!!!" - lá respondem de novo em coro
"Eu tive uma ideia... para não nos esquecermos, devíamos escrever num papel e levávamos para casa. É para isso que serve a escrita, não é? Para lembrar o que não fica na memória? - Afonso L. 

E foi assim que eles escreveram vários post-its e guardaram desta forma, bem pertinho dos seus pertences nos cabides. Agora estou, ansiosamente, à espera do que aí vem. Mas digam lá, não é maravilhoso ser educadora? 



Um dos lembretes! Maravilhoso!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2016

"O que é um jornal?"

Tudo começou numa reunião da manhã em que a Madalena A. trouxe um jornal para a sala. O jornal tinha sido dado por uma senhora, quando a Madalena vinha para a escola de carro. Afinal, o que era aquela espécie de livro com imagens e letras? A dúvida surgiu e resolvemos fazer uma pequena pesquisa. De uma leitura no dicionário para um projeto de estudo foi apenas um pequeno salto. 


Feita a pesquisa descobrimos, o que é um jornal, o que é uma notícia, como se faz uma notícia e que tipo de notícias aparecem nos jornais, quem escreve as notícias e ainda descobrimos que outros conteúdos existem dentro de um jornal, para além das notícias. 


Depois pudemos analisar uma notícia, perceber porque é que há notícias maiores que outras e porque é que só algumas aparecem na capa. Percebemos o que são anúncios e que no jornal também podemos ver o tempo, as sessões do cinema e até fazer alguns jogos (como o Sudoku ou as Palavras cuzadas). No final fizemos dois convites: um para a sala da Marta Reis e outro para a sala do Álvaro. 


No dia marcado, recebemos os nossos convidados, e apesar do nervoso miudinho que se fazia sentir e que os próprios admitiram no momento da avaliação da comunicação, tudo correu bem. Foi a estreia para alguns, mas sentiu-se o apoio de quem já o faz há mais tempo. Um orgulho!

domingo, 20 de dezembro de 2015

O Sol e a Lua

Há umas semanas começámos um projeto sobre o Sol e a Lua. Com a ida ao teatro ver a peça "Uma história do outro Mundo",  surgiram também algumas perguntas sobre o sistema solar. Resolvemos então fazer um projeto que nos ajudasse a clarificar estas questões. 


Fizemos pesquisas, ilustrámos as respostas às nossas perguntas e ainda fizemos uma maqueta para nos ajudar a perceber melhor como sucedem os dias e as noites. No fim, depois do livro do projeto concluído fizemos um cartaz com todas as nossas descobertas. No dia marcado, convidámos a sala da Carmo e alguns meninos da Sala de Estudo para uma comunicação. 


Que bom que foi partilhar os nossos conhecimentos com outras salas e validarmos aquilo que aprendemos! Estamos todos de parabéns!

quinta-feira, 10 de dezembro de 2015

Porque temos soluços?

A questão foi colocada na reunião da manhã, pelo António, que andava muito intrigado sobre a razão de termos soluços. O António perguntou se mais alguém queria investigar com ele e o Guilherme foi o primeiro a assentir. Juntos pesquisaram na internet e em alguns livros sobre o corpo humano que temos na nossa biblioteca. Depois de aprenderem porque temos soluços, com a ajuda da Patrícia, fizeram um cartaz de comunicação, com um pequeno molde que os ajudava na explicação. 


Um projeto que demorou dois dias a fazer e que terminou com uma comunicação brilhante dos dois rapazes. Parabéns aos dois. É um prazer vê-los com esta organização mental tão fantástica!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Vamos fazer um vulcão

Há alguns dias o Eduardo trouxe uma experiência que tinha recebido no seu aniversário para fazermos na sala. A experiência do vulcão é sempre um sucesso com todas as crianças. A ansiedade de o ver a entrar em erupção e a excitação quando acontece, fazem desta experiência, uma aposta ganha. Desta vez não foi excepção. O Eduardo com vinagre, bicarbonato de sódio e corante vermelho fez um pequeno vulcão entrar em erupção. Depois da experiência surgiram as questões. 



- O que existe dentro do vulcão?
- Onde há vulcões?
- Os vulcões são perigosos?

Como nos lembrávamos de ter ouvido em tempos uma comunicação sobre este tema, fomos à sala da Marta Reis pedir o projeto dos vulcões emprestado, para podermos estudar este assunto.

quinta-feira, 29 de outubro de 2015

Fizemos chuva na nossa sala!!!

No âmbito do projeto "Como é que a chuva cai?" decidimos fazer uma experiência na nossa tarde dedicada às ciências. Para realizarmos a experiência precisámos de um fogão elétrico para aquecer a água, um pote/frasco transparente - usámos um aquário redondo, um prato e gelo. Antes de começarmos a experiência o Manel e a Beatriz - duas das crianças que estão a desenvolver este projeto - explicaram aos amigos o Ciclo da Água.  


Aproveitámos esta experiência para fazermos várias observações. Em primeiro lugar pusemos a água a aquecer e percebemos o processo da evaporação da água, ao observarmos o vapor de água. De seguida deitámos a água quente no aquário. 


Depois tapámos o aquário com um prato e colocámos pedras de gelo em cima do prato. Ao observarmos o aquário, percebíamos que a água continuava a evaporar. 


No prato muitas gotinhas de água se foram formando. Em contacto com a superfície fria, o vapor condensa e formam-se gotas de água. Isto é o que acontece quando a água evapora com o calor: o vapor sobe e encontra o ar frio, condensa e cai como chuva.


Incrível como delirámos com este fenómeno de fazer chuva na nossa sala. No final aproveitámos ainda para explorar o gelo e perceber que este em contacto com temperaturas mais altas derrete e transforma-se em água! 


Uma tarde de experiências divertidas e muito esclarecedoras!

quarta-feira, 27 de maio de 2015

"Será que existem joaninhas amarelas?"

Foi assim que tudo começou... numa conversa da manhã a Madalena B. disse que tinha visto uma joaninha amarela. O David argumentou imediatamente, dizendo que na realidade não existem joaninhas amarelas. A Madalena insistia e o David recusava. O conflito estava lançado... nós gostamos quando entramos em conflito cognitivo. A etapa seguinte foi fácil... "bem, se não temos certeza da resposta, então temos de fazer um projeto para descobrirmos se existem ou não joaninhas amarelas!"  À Madalena e ao David juntaram-se a Maria Leonor, a Beatriz C., o Afonso L., o João e a Beatriz R. todos com vontade de descobrir mais sobre esta espécie. 


As descobertas foram muitas... então não é que há mesmo joaninhas amarelas!!! E também há verdes, laranjas, com pintas, sem pintas!!! Na verdade há mais de 4000 espécies de joaninhas no Mundo! Descobrimos depois que as joaninhas são boas para a agricultura, porque comem pulgões e piolhos que estragam os cultivos. Pudemos ver joaninhas no microscópio e ainda desenhámos joaninhas ao vivo. Também ficámos a conhecer o ciclo de vida da joaninha, quanto tempo ela vive e ainda que hiberna no inverno. 



Foram tantas as curiosidades descobertas que depois quisemos partilhar tudo com as salas da Carmo e Marta R.

quinta-feira, 14 de maio de 2015

Gostamos de partilhar descobertas!

Esta semana fomos à sala da Mariana partilhar com o grupo de crianças desta sala o que aprendemos sobre os relâmpagos. Numa das reuniões da manhã o João perguntou ao grupo se alguém sabia porque é que nas trovoadas existiam relâmpagos. Ninguém sabia a resposta, mas a dúvida era comum a mais crianças. Assim o grupo propôs um projeto para pesquisarmos as respostas a esta pergunta. 



Uns dias depois já sabíamos porque é que as trovoadas fazem relâmpagos! Munidos de novos conhecimentos quisemos ir partilhar com as outras salas as nossas descobertas. Fomos à sala da Mariana e explicámos tudo o que tínhamos aprendido. Foi um momento delicioso de partilha! 


No final respondemos às questões que o grupo de crianças da sala da Mariana tinha e trocámos conhecimentos, porque afinal todos temos sempre mais um pouco a acrescentar!!! 

segunda-feira, 11 de maio de 2015

A melhor visita de estudo do ano!

No âmbito do projeto sobre o Lobo Ibérico fomos visitar o Centro de Recuperação do Lobo Ibérico em Mafra. Para isso, e porque o Centro está preparado para receber crianças só a partir dos 6 anos, enviamos primeiro um e-mail com o nosso projeto a pedir que nos recebessem para responder a algumas questões que ainda não tínhamos encontrado resposta, nomeadamente porque é que os lobos ibéricos estão em vias de extinção e o que é que podemos fazer para ajudar. O Centro não resistiu a receber-nos e tinha preparado uma visita fantástica para este público "pequenino".



Começámos por nos sentar com a Isabel que respondeu a todas as nossas perguntas e ainda nos contou muitas outras coisas sobre o lobo ibérico que desconhecíamos. O nosso projeto ficou logo muito mais enriquecido. Depois desta grande conversa, onde todos partilharam conhecimentos, seguimos "pé ante pé" para irmos ver os tão desejados lobos. 



Foi a visita mais bonita que fizemos... pela floresta ouvimos os sons da natureza, sorrimos com cada descoberta, fomos tão bem acompanhados pelas "monitoras" que nos guiaram por uma visita maravilhosa. Pelo meio brincámos, brincámos e brincámos mais um bocadinho nesta floresta que nos recebeu e encantou! 


Foi uma visita fantástica que culminou com a adoção de um lobo, o Furco, o lobo dorminhoco - como lhe chamámos - que nos cativou! Nesta visita pudemos ver três lobos de duas alcateias diferentes. No centro há muitos mais lobos, mas estavam escondidos. Sim descobrimos que os lobos gostam mais de dormir de dia, e que à noite é que saem para caçar, brincar, comer...

Queremos agradecer a todas as pessoas do Centro de Recuperação do Lobo Ibérico que nos guiaram por uma visita inesquecível e a todos os pais que nos apoiaram na realização deste sonho e ainda na adoção do Lobo Furco!

Os direitos da foto do lobo que se encontra neste post pertencem ao Centro de Recuperação do Lobo Ibérico.

Poderão saber mais sobre o lobo ibérico aqui e como ajudar aqui

segunda-feira, 27 de abril de 2015

Conhecer Van Gogh

Como já tínhamos referido aqui estivemos a fazer um projeto sobre o Van Gogh. Quisemos conhecer este pintor... saber tudo sobre as suas pinturas, as suas cores preferidas, as curiosidades da sua vida. Depois de muito estudarmos, convidámos as salas da Marta Reis e da Mariana para ouvirem a nossa comunicação. Também filmámos, porque os nossos amigos correspondentes querem saber tudo sobre as nossas descobertas, então decidimos enviar-lhes um video. Estamos ansiosos por saber se gostaram. Cá pela escola os meninos e meninas a quem comunicámos este projeto, dizem que o fizemos de forma sublime, com todos os conhecimentos na ponta da língua. Agora que estamos uns peritos na obra deste artista, decidimos pôr as mãos na massa e fazer os nossos auto-retratos, tal como fez tantas vezes o Van Gogh. Em breve voltaremos com mais notícias! 


terça-feira, 23 de dezembro de 2014

Fizemos aspiradores de insetos

A Ana, mãe do Afonso Luz veio à nossa sala ensinar-nos a fazer aspiradores de insetos. Foi uma manhã cheia de animação. Com um copinho, dois tubos, uma compressa e alguns elásticos cada criança fez o seu aspirador de insetos. 


Tivemos uma preciosa ajuda, dos manos do Afonso e da Sofia que ajudaram a colocar os elásticos - a parte mais difícil desta atividade. O Manel e a Raquel conhecem-se bem, pois em tempos andaram cá na escola na sala da Carmo. Foi mesmo bom poder contar com eles!!!


No final a Ana cortou muitos bocadinhos de papel que fizeram de pequenas formigas... e assim todos puderam treinar a utilização do seu aspirador de insetos. 


Ficou então combinado que na primavera iremos a alguns jardins apanhar umas formiguinhas para depois fazermos um formigueiro. Obrigada Ana por esta manhã tão fantástica! Todos adoraram os seus aspiradores de insetos! 

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

Projeto do Chocolate

A proposta veio num dia de manhã. Na reunião, o Lourenço partilhou com o grupo um livro sobre o ciclo do chocolate. Perguntei-lhes se sabiam de onde vinha o chocolate. As respostas foram as mais variadas. "O chocolate vem das vacas castanhas." , "O chocolate vem dos gelados... Não, não, vem do leite!" "Eu acho que vem dos cereais!" ou "Eu acho que vem de uma máquina!" Depois de todos debaterem o que pensavam saber, decidimos ir pesquisar em livros, em projetos anteriores e na internet de onde vinha, afinal, o chocolate. 


Descobrimos logo de início que o chocolate vem de um fruto, chamado cacau. Nunca tínhamos visto nenhum cacau e então lançamo-nos em busca de um. Pedimos ajuda a toda a gente: famílias, amigos e comunidade. Foi mesmo aqui, na nossa escola, que encontrámos solução. A Ester, que é auxiliar da sala da Xana, pediu aos seus familiares em S. Tomé, que enviassem um cacau para cá. E foi assim que convidámos a Ester a vir à nossa sala falar sobre o cacau. 


A Ester cortou o cacau, ajudou a tirar as sementes e disse-nos que podíamos chupar as sementes, que são bastante docinhas. Depois disse-nos que teríamos de pôr as sementes a secar e só depois de secas é que estas servem para fazer chocolate. 




Ao longo do projeto fomos fazendo mais descobertas que trazíamos ao grande grupo. Estas pequenas partilhas são imprescindíveis para que todo o grupo se vá apropriando dos conhecimentos que vamos adquirindo e, ao mesmo tempo, se promova o interesse no tópico abordado.  

Entretanto o dia da comunicação chegou. A sala da Mariana foi convidada a vir assistir. O grupo do projeto estava cheio de vontade de partilhar as suas descobertas.


A Sofia apoiou os amigos ao partilhar com a plateia algumas sementes de cacau que comprou com a mãe. Todos puderam cheirar e tocar nas sementes, tornando ainda mais real e interessante este projeto. 


No final, foram colocadas questões, e todos trocaram impressões. Este momento final foi mesmo importante , uma vez que todos aprenderam algo. As crianças da sala da Mariana lembraram o grupo do projeto que não se devem comer chocolates todos os dias porque fazem mal, estragam os dentes e podemos ficar mal dispostos. Esta validação social dos trabalhos e troca de conhecimentos é tão enriquecedora e importante quanto todo o percurso do projeto.