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terça-feira, 10 de abril de 2018

Uma tenda na sala!

A mãe do Miguel partilhou um dia connosco que lá por casa têm uma tenda onde o Miguel adora brincar. Sugeriu também vir à nossa sala fazer uma tenda para as crianças da sala poderem brincar tal como o Miguel brinca em casa. Chegado o dia a Joana entrou na nossa sala munida de grandes lenços que rapidamente transformou numa tenda maravilhosa num dos cantos da nossa sala. Em grande correria todos entraram naquela tenda que surgiu na sala. 


A Joana contou-nos uma história deliciosa, daquelas que saem inventadas das nossas cabeças e um a um foi cativando a sua atenção com palavras doces e aventuras imaginárias. 


Claro que depois de uma história, só podia vir outra!


... e mais uma! 


A manhã foi mesmo rica e divertida. A Joana foi se embora, mas a tenda ficou e assim por mais uns dias houve diferentes brincadeiras e tantas outras aventuras (tais como nas histórias) dentro daquela tenda especial. 


Obrigada à família do Miguel por esta partilha tão divertida!

sexta-feira, 6 de abril de 2018

Sessão de relaxamento com luzes

Na nossa sala todos são considerados parte do grupo. O grupo não são só as crianças, o grupo são as crianças, as famílias, a equipa de sala (educadora, auxiliar de ação educativa, estagiárias que por cá passam) e toda a comunidade educativa. Isto quer dizer que todos nós podemos ser pontos de partida para atividades e projetos que acontecem na sala. "O planeamento das atividades em creche decorre de diversos pontos de partida, podendo estes confluir em propostas carregadas de significado. Como pontos de partida temos os interesses das crianças manifestados pelo seu comportamento e pelas suas verbalizações, bem como pelas escolhas espontâneas que fazem; as necessidades das crianças, manifestadas numa dificuldade identificada pelas famílias ou pelos educadores; a vida na creche, em casa ou na comunidade, onde surgem oportunidades e interesses; o contacto com o nosso património cultural e natural a que as crianças têm o direito de aceder (ex: histórias, lengalengas, pintura, culinária, ida a um concerto, passeio no campo)." in Folque, Ricardo & Bettencourt

Um dia em conversa na sala, a Nádia disse-me que queria fazer uma atividade com as crianças, mas que não sabia como esta poderia surgir. Esclarecemos que, sendo ela parte do grupo, também ela poderia sugerir uma ativadade, propondo às crianças a sua ideia. Combinámos tudo e chegou o dia. A Nádia tinha uma surpresa para todos. Entrámos de manhã na sala e encontrámos um ambiente tão diferente. Havia luzes por todo o lado. Luzes no chão para brincar, luzes que refletiam cores e movimento no teto. O mundo parecia ter parado ali dentro. A acompanhar aquele cenário, tocava música clássica no rádio. A Nádia tinha preparado tudo ao pormenor. A exploração e a sensação de relaxamento naquela manhã foi incrível. Claro que acabámos por convidar a sala dos nossos amigos do lado para virem viver este momento connosco. Um momento tão rico e tão cheio de significado para todos!



quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Temos mapa de presenças

Desde o início de Fevereiro que temos Mapa de Presenças na sala. Construímos o mapa juntos, colámos as fotos e em conjunto pudemos ter um primeiro contacto com o nome escrito de cada um. Quando colámos o Mapa na parede, expliquei-lhes para que é que este instrumento serviria. Foi um momento delicioso de grupo.  


Um a um eles foram marcando as suas presenças e reconhecendo a sua fotografia e nome naquele novo instrumento. 



Também nos vamos apercebendo diariamente de quem falta e surgem as primeiras preocupações. "O Miguel não está. Está doente?" - perguntou a Bia.


"As crianças, ao tomarem progressivamente consciência de si próprias e dos outros, bem como da sua vida no grupo, vão-se reconhecendo como fazendo parte dele. Esta tomada de consciência permite-lhes antecipar ações, expressar interesses e modos de agir, participando na definição do planeamento. O Mapa de Presenças, com fotografias de todos os elementos do grupo, é um instrumento fundamental para promover o sentido de pertença ao grupo e para o desenvolvimento de atitudes de cuidado para com o outro e de indagação sobre as vidas de cada um." Folque, Bettencourt & Ricardo 

sábado, 11 de novembro de 2017

Leitura de Imagens

As paredes da nossa sala são cheias de imagens que promovem o diálogo. Imagens de animais, imagens do quotidiano das crianças e das famílias, réplicas de quadros de Arte, ilustrações que cativam e fotografias da famílias. As imagens são excelentes pontos de partida para uma conversa entre o adulto e a criança e entre crianças. Muitas vezes é aqui que surgem as primeiras palavras e é também aqui que criamos oportunidade para desenvolver vocabulário assim com os primeiros diálogos. 


Para além das imagens que temos nas paredes da sala, de vez em quando escolhemos imagens em revistas para fazermos leitura/interpretação de imagens. A partir destes recortes de revista fomentamos o diálogo. "O que estás aqui a ver?" perguntamos às crianças. As respostas podem vir por palavras mas também  através de gestos.


Depois, à frente deles (porque é fundamental que as crianças nos vejam escrever, seja em que idade for) registamos as suas descrições. Primeiro individualmente ou a pares e depois em pequenos grupos para desta forma potenciarmos o aumento de vocabulário de cada um.

quarta-feira, 1 de novembro de 2017

Piu - O Teatro do Biombo veio à escola.

Um dos objetivos primordiais da escola é oferecer às criançaas experiências culturalmente ricas e variadas. A riqueza das experiências culturais que vivemos na infância, influenciam o interesse de cada um de forma avassaladora. O acesso à cultura é uma das nossas missões. Sem a cultura a escola não passa de um lugar vazio, sem sentido. É por este motivo que tentamos promover na creche, pelo menos uma vez por mês uma atividade/experiência cultural significativa. Na sexta-feira passada tivemos na escola o Teatro do Biombo. O Teatro do Biombo é uma associação cultural sem fins lucrativos, criada em 2010 por Joana Capucho (teatro) e Miguel Mata Pereira (psicólogo educacional) dedicada maioritariamente à primeira infância. O Teatro do Biombo é nosso parceiro já há muito tempo, não só pela sua diversidade como pela sua qualidade. Desta vez a peça que escolhemos foi o Piu. O Piu é um espectáculo baseado no livro infantil: Artur, de Oli. Para saberem mais sobre o livro é clicarem aqui e visitarem o meu blogue de livros infantis.

Sobre esta manhã maravilhosa só temos a acrescentar que foi um deleite ver esta peça, a expressão da atriz, a interação com os bebés e poder apreciar cada momento único. As fotos falam por si:


Até breve Teatro do Biombo. 

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Das partilhas ao conhecimento do Mundo

Esta semana a Maria E. trouxe uma cesta cheia de elementos da natureza para partilhar com os amigos. Naquela cesta, repleta de pequenos tesouros, vinham pinhas, folhas, carocas (bugalhos) e bolotas. Logo à partida estes pequenos pedaços de Natureza dariam para uma infinidade de experiências. Só por si estes elementos naturais são excelentes brinquedos e foi isso mesmo que durante horas aconteceu na nossa sala. 



Depois da partilha da Maria, muitas foram as brincadeiras que aconteceram com os bugalhos, as pinhas e as bolotas...  



No fim do dia e depois de muitas conversas sobre as bolotas, eu trouxe para a sala algumas imagens onde as crianças poderiam ver as bolotas no seu ambiente natural. Com as imagens do sobreiro e das bolotas nas árvores, vieram também imagens de esquilos - porque toda a manhã eles me diziam que os esquilos comem bolotas - e de cortiça.


Na manhã seguinte trouxemos todos os elementos que tínhamos andado a explorar no dia anterior para cima da mesa. Em pequeno grupo - com crianças a sair e a voltar para a mesa, dependendo do interesse e tempo de concentração de cada um - fomos observando aquelas imagens e fazendo a relação com as bolotas que a Maria trouxe. 


Começámos então a organizar ideias. O maior interesse foram as bolotas e por isso chegou a altura de eu escrever sobre elas. «Onde nascem, quem as come, que outras "coisas" nos dá esta árvore de bolotas?»


No centro de recursos da escola havia um pedaço grande de cortiça que já havia sido trazido por outra família em tempos e que ficou para outras utilizações. Fui buscar esse pedaço de cortiça e deixo-os explorar. 


Todos quiseram tocar, cheirar e comparar com as imagens reais que tínhamos partilhado no dia anterior e que continuavam por ali na nossa sala. 


Por fim, mostrei-lhes um caixa cheia de rolhas de cortiça que usámos para brincar, para empilhar, para fazer conjuntos e pequenas contagens. Contei-lhes que as rolhas foram feitas também a partir daquela árvore. Aquela que dá bolotas... as bolotas com que gostam tanto de brincar. 


Foi uma manhã rica de tantas descobertas e explorações. Foi uma semana em cheio com brincadeiras infinitas com estes elementos naturais que fazem as delícias das crianças.


"O planeamento de atividades em creche decorre de diversos pontos de partida, podendo estes confluir em propostas carregadas de significado. Como pontos de partida temos os interesses das cranças manifestados pelo seu comportamento e pelas suas verbalizações, bem como pelas escolhas espontâneas que fazem. (...)"  Folque, Bettencourt & Ricardo

segunda-feira, 11 de setembro de 2017

De volta à Creche

Pé ante pé regressei à Creche. Foi nesta segunda-feira que entrei, pela primeira vez, com o meu novo grupo, na nossa nova sala. Já nos conhecíamos um pouco. Fui visitando-os durante estes meses de Verão... mas eles ainda não me tinham como deles. Foi esta semana. Esta semana que se começaram a criar relações. A primeira vez que me pediram ajuda para a última colher de sopa, a primeira vez que escolhemos uma história juntos, a primeira vez que se encostaram no meu colo, que lhes cantei uma canção, que me chamaram "Mata" ou "Pata"... e que doce é ouvir este chamar, que bom que é sentir esta pertença, que bom que é voltar à creche. 

Esta foi uma semana para nos adaptarmos uns aos outros, mas também para me rejeitarem, quando preferiam o colo da Fátima, ou a ajuda da Nádia... (na creche as referências são tão importantes, há que respeitar e dar-lhes tempo). Foi a semana que nos conhecemos melhor, que começou devagarinho e que terminou com tímidos abraços e muitos mimos. Foi a primeira semana de muitas. E foi também a semana em que eles começaram a explorar o espaço:


Aconteceram tantas brincadeiras no faz-de-conta!


As primeiras construções em cooperação!


Houve tempo para muitas "leituras" na zona da biblioteca.


...e inúmeras explorações nas diferentes áreas. 

Este ano promete.