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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Circuitos de comunicação

A forma como as coisas surgem dentro da sala é sempre tão diferente e tão interessante. Há uns tempos três meninas da Sala da Susana vieram à nossa sala mostrar um raminho de oliveira. Num pequeno frasco também traziam azeite e na mão algumas azeitonas. Tinha sido uma delas a trazer aquela partilha de casa. Curiosos que ficámos quisemos cheirar aquele líquido e ainda mexer nas folhas e bolinhas pretas que as acompanhavam. Foi uma partilha muito interessante e que suscitou alguma curiosidade. 


Lembrei-me então de uma conversa que tinha tido em tempos com os pais do Xavier, que me tinham contado que ele iria estar de férias para acompanhar a apanha da azeitona em casa dos avós. Conversei novamente com ambos e em pouco tempo tínhamos deliciosas fotografias do Xavier e da família neste momento. Foi a partir das fotos do Xavier que fomos descobrir de onde vem e como se faz o azeite. Também aprendemos onde usamos o azeite. 


Depois de todas as nossas descobertas  fizemos um cartaz que partilhámos com a comunidade escolar. 


E uns dias mais tarde, as crianças da sala da Susana voltaram à nossa sala para partilharem connosco as descobertas que fizeram sobre o azeite. 


É destes circuitos de comunicação entre a comunidade e com as famílias que nos apoiamos para a construção do conhecimento. E é também nestes circuitos de comunicação que validamos o que aprendemos ao transmitir aos outros o que descobrimos. 

Estabelecem-se circuitos múltiplos de comunicação que estimulam o desenvolvimento de formas variadas de representação e de construção interactiva de conhecimento. Esta matriz comunicativa é radicada por circuitos de comunicação das aprendizagens e de fruição dos produtos culturais, para que todos possam aceder à informação de que cada um dispõe e aos seus produtos de estudo e de criatividade artística e intelectual. As trocas sistemáticas concretizam a dimensão social das aprendizagens e o sentido solidário da construção cultural dos saberes e das competências instrumentais que os expressam. (Movimento da Escola Moderna).

sábado, 30 de dezembro de 2017

À descoberta da plasticina

Na Creche, muitas vezes, o mais simples é o mais importante. A alegria que foi experimentar brincar com plasticina pela primeira vez, vale mais que cem projetos juntos. A capacidade de se encantarem,  a gargalhada ao primeiro toque, a experiência de dividir, moldar, esticar, enrolar, juntar, misturar, mexer... tão bom  poder só observar!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Das partilhas ao conhecimento do Mundo

Esta semana a Maria E. trouxe uma cesta cheia de elementos da natureza para partilhar com os amigos. Naquela cesta, repleta de pequenos tesouros, vinham pinhas, folhas, carocas (bugalhos) e bolotas. Logo à partida estes pequenos pedaços de Natureza dariam para uma infinidade de experiências. Só por si estes elementos naturais são excelentes brinquedos e foi isso mesmo que durante horas aconteceu na nossa sala. 



Depois da partilha da Maria, muitas foram as brincadeiras que aconteceram com os bugalhos, as pinhas e as bolotas...  



No fim do dia e depois de muitas conversas sobre as bolotas, eu trouxe para a sala algumas imagens onde as crianças poderiam ver as bolotas no seu ambiente natural. Com as imagens do sobreiro e das bolotas nas árvores, vieram também imagens de esquilos - porque toda a manhã eles me diziam que os esquilos comem bolotas - e de cortiça.


Na manhã seguinte trouxemos todos os elementos que tínhamos andado a explorar no dia anterior para cima da mesa. Em pequeno grupo - com crianças a sair e a voltar para a mesa, dependendo do interesse e tempo de concentração de cada um - fomos observando aquelas imagens e fazendo a relação com as bolotas que a Maria trouxe. 


Começámos então a organizar ideias. O maior interesse foram as bolotas e por isso chegou a altura de eu escrever sobre elas. «Onde nascem, quem as come, que outras "coisas" nos dá esta árvore de bolotas?»


No centro de recursos da escola havia um pedaço grande de cortiça que já havia sido trazido por outra família em tempos e que ficou para outras utilizações. Fui buscar esse pedaço de cortiça e deixo-os explorar. 


Todos quiseram tocar, cheirar e comparar com as imagens reais que tínhamos partilhado no dia anterior e que continuavam por ali na nossa sala. 


Por fim, mostrei-lhes um caixa cheia de rolhas de cortiça que usámos para brincar, para empilhar, para fazer conjuntos e pequenas contagens. Contei-lhes que as rolhas foram feitas também a partir daquela árvore. Aquela que dá bolotas... as bolotas com que gostam tanto de brincar. 


Foi uma manhã rica de tantas descobertas e explorações. Foi uma semana em cheio com brincadeiras infinitas com estes elementos naturais que fazem as delícias das crianças.


"O planeamento de atividades em creche decorre de diversos pontos de partida, podendo estes confluir em propostas carregadas de significado. Como pontos de partida temos os interesses das cranças manifestados pelo seu comportamento e pelas suas verbalizações, bem como pelas escolhas espontâneas que fazem. (...)"  Folque, Bettencourt & Ricardo

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

A ação social dos bebés

Na creche existe a tendência de darmos às crianças tudo já pronto a ser explorado. A nossa perspetiva adultocêntrica condiciona muitas vezes a nossa ação. Por vezes é preciso parar e refletir sobre como aprendem os bebés, sobre como se relacionam com o mundo e os objetos ao seu redor. É preciso valorizar a ação social dos bebés. Claramente seremos surpreendidos sobre o saber fazer que bebés e crianças pequenas já têm. 

Desde o início do ano que andamos de volta da organização do espaço da sala e percebemos com as crianças o que faz falta e o que lhes faz sentido. Foi assim que decidimos fazer o nosso mapa de aniversários. O mapa de aniversários surge como instrumento do grupo, onde temos fotografias de todos - adultos e crianças - e respetivas datas de aniversário. 

Para fazermos este mapa eu propus que fizéssemos digitinta. Em cima de uma mesa deixei várias garrafas de tinta. À vez, cada um escolheu a cor que quis utilizar, pegou na garrafa, levou-a até à mesa, abriu-a ou teve ajuda para a abrir e depois de espalhada a tinta em cima da mesa pôde experimentar esta técnica de expressão plástica. 



A forma como cada um reagiu a esta nova atividade também foi muito interessante. Alguns espalharam a tinta (quase) até aos ombros, outros tocaram e depois decidiram não fazer (a não participação também é uma forma de participação e não devemos esquecê-la), outros houve que a par e passo, com calma e segurança passaram por todas estas fases: observar, tocar com apenas um dedo, depois uma mão e em seguida outra até espalhar toda a tinta na mesa. 


No final sempre aquela reação de espanto e capacidade de se surpreenderem, fosse com a tinta na pele, fosse com a estampagem na folha... cada momento que se viveu, viveu-se com prazer e tempo de exploração. 

sábado, 3 de junho de 2017

Medusas e Alforrecas

Assim que regressei a Marta e a Paty puseram-me ao corrente de tudo o que estava a acontecer na sala. Soube então que estavam três projetos na calha. Alguns a decorrer e outros prestes a começar: um sobre alergias, outro sobre os direitos das crianças e um terceiro sobre alforrecas e medusas. Percebemos que estavam muitas crianças interessadas neste tema e o mais curioso é que tínhamos 11 perguntas para responder. Começámos as nossas pesquisas e descobrimos tantas coisas sobre este ser que não houve quem não ficasse cativado. 


E vocês sabiam que as alforrecas são pré-históricas, existem desde antes do tempo dos dinossauros?
E que há uma espécie de medusa que é imortal?
E, imaginem só, sabiam que algumas aforrecas já foram ao espaço?
E quem imaginaria que as medusas ou alforrecas comem e "fazem cocó" pelo mesmo canal?
Ah... e que são compostas por 95% de água, que não têm cérebro, nem ossos?

Medusas, Alforrecas e Águas-vivas são os vários nomes que este ser marinho tem!

É mesmo uma maravilha seguir este modelo pedagógico e embarcarmos nestas descobertas com as crianças. Estamos sempre a aprender!

terça-feira, 3 de fevereiro de 2015

Os pinguins cativaram-nos com todas as suas particulariedades

 Depois de lermos a história "Sobe e Desce" de Oliver Jeffers, surgiu a dúvida se o pinguim é uma ave será que não voa mesmo? Fomos à biblioteca da escola e trouxemos livros para a nossa investigação. Depois fizemos pesquisa na internet. Reunimos informação e depois de darmos resposta às nossas dúvidas iniciais descobrimos muitas mais curiosidades sobre os pinguins que nos cativaram imediatamente. Hoje foi dia de validarmos os nossos conhecimentos ao comunicarmos o nosso projeto à Sala da Mariana


De facto os pinguins não voam... são aves, mas demasiado pesadas para voar. Por outro lado descobrimos que são excelentes nadadores! 



Sabiam que há muitas espécies de pinguins e que algumas destas espécies estão em vias de extinção? E que pinguim imperador é o maior pinguim de todos? Aliás o pinguim imperador é mesmo muito engraçado e foi sobre ele que fizemos a maior parte das nossas descobertas. 


Descobrimos nas nossas pesquisas que pai pinguim é que choca o ovo. Durante mais ou menos dois meses o pinguim não come, não se mexe, dorme em pé... tudo para proteger bem o seu ovo. A mãe pinguim vai à procura de comida para o filho e quando volta, dá então a vez ao pai de se ir alimentar. Sabiam que os pais é que mastigam a comida dos filhotes? 


E ainda descobrimos tantas outras coisas... que os pinguins andam sempre em fila indiana, que só têm um "namorado" toda a vida... são inseparáveis e encontram-se no meio de um bando de pinguins através das suas canções de amor. Nós ficámos derretidos com este projeto. Se quiserem saber mais é só espreitarem na nossa sala... 


Hoje a comunicação foi feita com imenso orgulho e prazer. Estamos rendidos a esta espécie animal. 

domingo, 28 de setembro de 2014

As primeiras descobertas com a escrita


- Marta, porque é que estão aqui tantos nomes com M, se só há duas Madalenas? - perguntou-me a Madalena A.
- Olha só há duas Madalenas, mas há mais nomes que começam por M, queres ver? Manuel, Matilde, Maria Lenor... 
- Não, não, não! Leonor não começa por M!!! 

E foi assim com um grande sorriso que percebi que eles estão mesmo crescidos, que o interesse pela escrita, pelas letras e por todo este mundo fantástico, é crescente. 

É hoje que olho para trás e penso que valeu a pena começar a escrever à frente deles desde bebés, que ainda bem que registei tudo o que eles me disseram e afixei nas paredes, que bom que foi ler-lhes tantas histórias, como foi importante termos ficheiros de palavras/imagens desde que eles tinham 1 ano, e como é enriquecedor perceber que o nosso mapa de presenças já lhes é tão familiar! A escrita na nossa sala existe desde sempre por isto!

quarta-feira, 23 de abril de 2014

"Quem vivia nos castelos?"

Numa das partilhas que a Beatriz trouxe para a sala, falou-nos da sua visita ao castelo de São Jorge e a outros castelos e palácios. Durante dias, foram muitas as perguntas sobre os castelos: "Quem vivia nos castelos?", "Como são os castelos?", "Existem mais castelos além do de São Jorge?".

Resolvemos então descobrir mais sobre os castelos, a partir de muitas notícias que foram chegando de casa e de algumas imagens que encontrámos em livros e na internet. Construímos as páginas do livro de projeto e eis o resultado final!









Mas sem dúvida que o dia mais aguardado foi o dia em que visitámos o castelo de São Jorge. Lá pudemos ver as muralhas, os portões, os canhões, um poço, algumas estátuas de reis e muitas outras coisas das quais já tinhamos ouvido falar antes.




Para nunca mais nos esquecermos desta visita fizemos o registo em grande grupo, com muitas imagens do que observámos.


Agora é altura de preparar a comunicação do projeto e já surgiram grandes ideias! Fiquem atentos!

terça-feira, 25 de março de 2014

Será que os bebés "nascem da barriga dos pais"?

Esta semana, voltámos a falar sobre gravidez para sintetizar tudo o que já tínhamos descoberto!

Juntos e com o contributo de todos, inclusive das famílias, conseguimos responder à afirmação inicial do David: "Eu nasci da barriga do papá!".

Com toda a informação que fomos recebendo montámos um painel! Depois, convidámos a sala da Vera, que também está a trabalhar o assunto, para vir assistir às nossas descobertas!

Tanto quem comunicou, como quem assistiu contribuiu para esta troca de conhecimentos, tão rica! Percebemos que afinal os bebés nascem da barriga das mães, que a barriga da mãe vai crescendo à medida que o bebé também vai crescendo e que podemos ver o bebé antes de ele nascer através de uma ecografia!


No final, o grupo da sala da Vera ainda nos comunicou algumas das descobertas que já foi fazendo sobre este assunto!


Que alegria é poder descobrir e partilhar experiências todos os dias!

Se quiserem saber mais sobre o que anda a acontecer na sala da Vera, vejam aqui: http://cresceremmovimento.blogspot.pt/