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quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Máscaras de Cortiça - das partilhas que nos enriquecem culturalmente!

Na segunda-feira a Maria E. chegou à escola com uma grande novidade. Ela tinha estado de férias com os pais nas aldeias de Xisto e encontrou por lá um senhor que fazia em cortiça máscaras muito divertidas. A Maria ajudou o Sr. José a fazer a sua máscara e trouxe para a nossa sala para partilhar com os amigos. Os pais da Maria fotografaram a Maria nas aldeias de Xisto e também todo o processo de realização da máscara de cortiça que o Sr. José tão habilmente faz. Foi mito interessante podermos conhecer um bocadinho mais da cultura do nosso país, pelos olhos da Maria e da sua família. Ficámos encantados. 


Mas a família da Maria não trouxe só fotos e máscaras para partilhar. A família da Maria trouxe também um rolo de cortiça e ainda outros objetos de cortiça para podermos fazer as nossa próprias máscaras. 


Inspirados na máscara do Sr. José e munidos de rolhas, pedaços redondos e cones de cortiça, cada criança fez a sua máscara. Uns pediram para cortar a boca, outros pediram para pôr a língua de fora e outros ainda para fazer dentes, uns queriam poder espreitar e ver os amigos outros quiseram colar olhos. Uns quiseram pôr orelhas, outros sobrancelhas e ainda houve quem quisesse fazer cabelo. Foi uma semana cheia de máscaras onde pudemos aprender muito bem as partes do rosto. 


Em conjunto decidimos pintar as nossas máscaras que agora estão em exposição à porta da nossa sala. Deliciem-se! 

quarta-feira, 11 de outubro de 2017

Outono é sempre sinónimo de folhas secas!

Estas últimas duas semanas tivemos algumas partilhas de folhas secas. O Eduardo, o Miguel e o Manel trouxeram para a nossa sala, em diferentes dias, um bocadinho do Outono que têm encontrado na rua.


Gostámos de explorar as folhas secas, gostámos de comparar as cores e as formas e gostámos de observar as suas texturas. Depois de muitas explorações e brincadeiras a Nádia propôs fazermos uma colagem com as diferentes folhas de outono que tínhamos na sala. 


E assim foi, cada um escolheu as folhas secas que queria e com cola branca fez a sua composição numa folha. Ficaram belíssimos trabalhos. Obrigada às famílias por estas partilhas tão ricas. 

sábado, 7 de outubro de 2017

Van Gogh Alive The Experience

"A participação da criança na gestão cooperada do currículo na creche decorre da escuta ativa pelos adultos, fundada na observação e na comunicação com as crianças. A participação das famílias neste processo de escuta permite ampliar a nossa compreensão acerca dos seus filhos e das suas culturas."  (Folque, Bettencourt & Ricardo)

A família do Miguel contou-me numa troca de informação rápida de manhã que tinham ido no fim de semana ver a exposição "Van Gogh Alive The Experience" . O Miguel trazia 3 postais para mostrar aos amigos na sala. Aqueles postais suscitaram curiosidade entre o grupo...




Na sala levei-os a a observar umas imagens de quadros que temos na área da expressão plástica e fizemos a relação com os postais- Depois fui buscar um livro grande do Van Gogh à biblioteca da nossa escola e com ele uma proposta divertida. "E se pintássemos como o Van Gogh?"


Com recurso a diferentes materiais e sempre inspirados pelas pinturas originais, cada criança escolheu pintar com uma palete de cores diferentes: amarelos e castanhos como o quadro dos Girassóis ou azuis e pretos como a Noite Estrelada. Entre esfregões, pentes e muita imaginação a semana foi de inspiração e arte na nossa sala. 

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

As primeiras partilhas

Na nossa escola valorizamos imenso a participação das famílias. Sentimos que tudo ganha outro sentido quando as famílias são envolvidas neste processo de aprendizagem. "O trabalho com a família tem como objetivo promover a comunicação e as conexões entre o mundo familiar da criança e o mundo da creche, capaz de ampliar as aprendizagens das crianças." (Folque, Bettencourt & Ricardo). 

Não queremos ser um fardo para as famílias, mas acreditamos que a partilha de uma experiência, a fotografia de um momento, um objeto que gostamos em casa, traz uma nova dimensão ao trabalho em creche. Ao termos em conta as partilhas que chegam de casa, estamos também a envolver as crianças na participação do planeamento de novas atividades. 

Desde o início do ano têm chegado diversas partilhas à nossa sala. Aquele momento em que uma criança se senta à frente do grupo e "mostra" o que trouxe, num tempo de comunicação (verbal ou não verbal) com o outro é um momento de enorme valorização pessoal e de validação social. É quando nos tornamos comuns e o que é "meu" passa a ser "nosso". 


O Sebastião trouxe uvas e os seus cereais preferidos para partilhar ao lanche com os amigos. 


A Francisca trouxe um xilofone moçambicano que fez as delícias de todos na sessão de música com a professora Margarida. 


O Santiago trouxe marmelada da avó que partilhou com as crianças da nossa sala e ainda com as crianças da sala da Susana. Um momento muito enriquecedor para todos com este encontro geracional tão bom! 


A Beatriz trouxe uma boneca e mostrou aos amigos cada parte do corpo: "Aqui é cabeça, os olhos, a barriga..." No fim da comunicação a boneca da Beatriz foi para a área do faz-de-conta onde foi alvo de inúmeras brincadeiras. 


O Eduardo apanhou folhas secas com o pai e trouxe um saco cheio que partilhou entre os amigos.


A mãe e o pai da Francisca trouxeram de Moçambique uma caixa de tesouros daquela terra. Ao abrirmos a caixa descobrimos conchas, corais, cascas de frutos secas, búzios e tantas outras coisas que quisemos explorar. 


sexta-feira, 3 de junho de 2016

Um concerto único e especial!

O João, pai do António E. (que já conhecemos de outras visitas) preparou-nos um momento único e especial. Depois de meses de preparação, combinações de datas e logísticas de grandes músicos, finalmente chegou o dia. O João Eleutério em conjunto com Rodrigo Leão, Selma Uamusse e Bruno Castro Silva vieram à nossa escola para o concerto mais incrível que poderíamos imaginar. Não temos palavras para agradecer a proximidade, a dedicação, o empenho e a magia que estes quatro músicos nos proporcionaram:

terça-feira, 5 de abril de 2016

Comunicações da manhã!

Desde que começámos a fazer o projeto sobre os Monumentos que nos têm chegado trabalhos giríssimos sobre os monumentos preferidos de cada família. Já ficámos a conhecer a Fonte Luminosa, o Mosteiro dos Jerónimos, o Padrão dos Descobrimentos e até a Quinta das Lágrimas em Coimbra. Esta semana chegou-nos um trabalho estonteante sobre o Palácio de Mafra que o Diogo fez com a sua família:


Mas nem só de Monumentos se fazem as comunicações da manhã. A verdade é que a nossa reunião de Conselho da manhã é um momento mesmo muito rico em partilhas, como já falámos aqui, e estes últimos dias não têm sido excepção: O António B. trouxe uma história que construiu com a família para contar aos amigos e o António E. trouxe uma foto-reportagem sobre a sua viagem que fez a Londres. Todos os dias há novidades na nossa sala e todos ganhámos com as partilhas de cada um! 



As famílias têm um papel fundamental na promoção deste encontro de culturas e troca de experiências, uma vez que é delas que surgem os mais variados suportes de comunicação. As famílias estão, também desta forma, muito presentes na nossa sala e nós só temos a agradecer. 

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

Vamos fazer um vulcão

Há alguns dias o Eduardo trouxe uma experiência que tinha recebido no seu aniversário para fazermos na sala. A experiência do vulcão é sempre um sucesso com todas as crianças. A ansiedade de o ver a entrar em erupção e a excitação quando acontece, fazem desta experiência, uma aposta ganha. Desta vez não foi excepção. O Eduardo com vinagre, bicarbonato de sódio e corante vermelho fez um pequeno vulcão entrar em erupção. Depois da experiência surgiram as questões. 



- O que existe dentro do vulcão?
- Onde há vulcões?
- Os vulcões são perigosos?

Como nos lembrávamos de ter ouvido em tempos uma comunicação sobre este tema, fomos à sala da Marta Reis pedir o projeto dos vulcões emprestado, para podermos estudar este assunto.

domingo, 29 de novembro de 2015

"Tenho uma novidade para contar!"

Na nossa sala, o dia começa e termina em Reunião de Conselho. Também é em Conselho que se inicia e encerra a semana. Mas afinal o que é isso da reunião de Conselho?


O Conselho de Cooperação de turma é uma estrutura de cooperação educativa, que permite a participação democrática partilhada direta de todos, isto é todos os elementos da comunidade de aprendizagem gerem diretamente o espaço, o tempo, o currículo e a avaliação. (MEM)

Na prática, o Conselho é uma conversa participada por todos e mediada pelo educador onde se avaliam atitudes e o trabalho realizado, através de instrumentos de pilotagem. É no Conselho que se planifica o dia e se fazem escolhas. É também neste espaço que se faz o balanço do dia e da semana e onde se debatem e esclarecem conflitos. 



"As atitudes, os valores e as competências sociais e éticas que a democracia integra, se constroem enquanto os alunos com os professores, em cooperação vão experimentando a própria democracia na escola” ( Niza) 

O Conselho permite ao educador gerir de forma cooperada todo o trabalho da sala, respeitando as decisões tomadas, promovendo a participação de todas as crianças e co-responsabilizando todos pelo que ficou decidido.


Hoje queria falar especificamente do momento da reunião da manhã. Todos os dias começamos a jornada ao "redor da mesa grande". Cada criança vai tomando a vez para falar. Os responsáveis da semana apoiam a gestão deste momento. Dão a palavra, seguindo a lista dos nomes das crianças que se inscreveram para "contar, mostrar ou escrever" uma novidade.




Este é, sem dúvida, o momento que alimenta o dia. Desta conversa partilhada, deste estarmos juntos, surgem a maior parte dos projetos, propostas de jogos, perguntas difíceis que queremos pesquisar, trabalhos de matemática, dúvidas de português, histórias que queremos ouvir, bolos para partilhar, sorrisos envergonhados e gargalhadas generosas. É um momento privilegiado para a partilha da cultura... para observar as cumplicidades de todos e perceber como se entreajudam...



Este é o meu momento preferido do dia - o momento em que nos tornamos grupo... o momento em que nos tornamos comuns!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

50 anos de Movimento da Escola Moderna

Mais um ano que passou e mais um Congresso do MEM em que eu pude estar presente. Já é o meu 9º Congresso... ano após ano mais espaço para refletir em conjunto com tantos bons profissionais. Este ano o Movimento faz 50 anos de existência e sem dúvida que é a presença mais coerente e inspiradora da pedagogia em Portugal! 



Este ano em conjunto com a Marta Reis, decidimos levar uma comunicação sobre os valores e os princípios do MEM... como é que, na prática, estes valores se operacionalizam dentro das nossas salas. O nosso resumo e título da comunicação ficam aqui: 


Democracia, Participação, Cooperação! Como é que os valores do MEM se vivem no Jardim de Infância?

Todos sabemos que o modelo pedagógico do Movimento de Escola Moderna assenta em princípios democráticos, de justiça e solidariedade. Já todos ouvimos falar em cooperação, participação e reciprocidade… mas na prática como é que afinal se operacionalizam estes valores? Como é que as crianças pequenas tomam decisões, participam, crescem em parceria e têm voz no dia a dia do Jardim de Infância? Este ano propomos trazer uma comunicação na qual se veem estes valores e princípios na prática. Para além dos vários momentos formais, em momentos de sala de atividades, de recreio e até no tão aguardado momento de praia, as crianças vivenciam e espelham estes valores. Vivemos em sociedade e por isso é tão importante que a escola forneça às crianças todos os alicerces para que possam ser cidadãos ativos e cooperativos.


Foi muito bom, chegarmos ao final deste ano letivo, sentarmo-nos e refletirmos em conjunto sobre os valores do MEM. Como os promovemos, como os asseguramos, como efetivamente se vive a democracia com crianças pequenas, como se garante que elas participem em todas as rotinas e atvidades do Jardim de Infância e como a cooperação está sempre presente. 

Levámos a nossa comunicação ao Congresso e recebemos muito mais do que demos, pois tivemos um tempo de debate riquíssimo e emocionante que nos deixou, às duas, de coração (mais que) cheio! 

Para além de comunicar, também fui assistir a muitas comunicações (este ano virei-me mais para o 1º Ciclo), deliciei-me com a exposição e ainda fui presenteada com uma foto no meu telemóvel que dizia: "Muito bem, a ser referenciada em comunicações alheias!" ... e fiquei feliz, mais que feliz... é uma sensação mesmo boa. Mais uma forma de ver o meu trabalho reconhecido. Obrigada!


A meio do Congresso fui receber a minha revista, pois como sócia do Movimento da Escola Moderna, recebo anualmente uma revista cheia de artigos riquíssimos para qualquer profissional de educação e assim que abro a revista dou de caras com o primeiro artigo do MEM e da Creche. Finalmente... depois de anos de espera, depois de muitos caminhos desbravados, depois de avanços e retrocessos, depois de muitas reflexões em conjunto chega o primeiro escrito sobre a creche e o Movimento da Escola Moderna! Um orgulho!!!


Para o ano há mais... e regressarei ao Porto, onde fui pela primeira vez a um Congresso do MEM! Lá estarei!!!


O Piloto Diese representado por mim, pela Marta e pela Mónica!