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terça-feira, 7 de novembro de 2017

A família na nossa sala

Como já tive oportunidade de dizer noutros posts, na nossa escola valorizamos muito a presença da família na escola. E quando falamos da presença da família, não falamos de uma presença física constante. Falamos de uma presença que acontece numa partilha de uma notícia, numa troca de palavras antes de entrarmos para a sala, numa oferta de uns avós que estão mais longe, num objeto que se traz de uma viagem. A família está presente em cada momento que vivemos dentro da sala, porque nos sentimos um neste processo educativo. 

Na minha sala tenho a sorte de ter famílias muito participativas e cheias de ideias que nos enriquecem diariamente. Nestes últimos tempo têm sido muitas e diferentes as partilhas que nos têm chegado:


A família da Maria mandou um cestinho de panquecas para o nosso lanche!


O Santiago, depois de um fim-de-semana na quinta dos avós, trouxe medronhos para partilhar com os amigos. Pudemos ver as fotos deste fruto na árvores e pudemos ainda sentir o cheiro e sabor dos medronhos.


A mãe do Pedro foi até S. Tomé em trabalho e quando chegou trazia nos pedras especiais daquela terra. Lembramo-nos da caixinha de tesouros de Moçambique que já tinha sido partilhada pela família da Francisca e num momento delicioso fomos à descoberta de África. 


O Xavier foi apanhar marmelos com os avós, trouxe-nos a notícia com as fotos do que andou  fazer e trouxe ainda marmelos e marmelada que adorámos comer no pão ao lanche. 

As partilhas são uma constante e não passam só pelo que atrás descrevi, temos notícias de idas a museus, de passeios em família, de livros que nos fazem estender a hora do conto por muito mais tempo, de instrumentos musicais, cd's e até jogos. Com estas partilhas tornamo-nos comuns... conhecemo-nos melhor... e isso é tão bom!

sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Das partilhas ao conhecimento do Mundo

Esta semana a Maria E. trouxe uma cesta cheia de elementos da natureza para partilhar com os amigos. Naquela cesta, repleta de pequenos tesouros, vinham pinhas, folhas, carocas (bugalhos) e bolotas. Logo à partida estes pequenos pedaços de Natureza dariam para uma infinidade de experiências. Só por si estes elementos naturais são excelentes brinquedos e foi isso mesmo que durante horas aconteceu na nossa sala. 



Depois da partilha da Maria, muitas foram as brincadeiras que aconteceram com os bugalhos, as pinhas e as bolotas...  



No fim do dia e depois de muitas conversas sobre as bolotas, eu trouxe para a sala algumas imagens onde as crianças poderiam ver as bolotas no seu ambiente natural. Com as imagens do sobreiro e das bolotas nas árvores, vieram também imagens de esquilos - porque toda a manhã eles me diziam que os esquilos comem bolotas - e de cortiça.


Na manhã seguinte trouxemos todos os elementos que tínhamos andado a explorar no dia anterior para cima da mesa. Em pequeno grupo - com crianças a sair e a voltar para a mesa, dependendo do interesse e tempo de concentração de cada um - fomos observando aquelas imagens e fazendo a relação com as bolotas que a Maria trouxe. 


Começámos então a organizar ideias. O maior interesse foram as bolotas e por isso chegou a altura de eu escrever sobre elas. «Onde nascem, quem as come, que outras "coisas" nos dá esta árvore de bolotas?»


No centro de recursos da escola havia um pedaço grande de cortiça que já havia sido trazido por outra família em tempos e que ficou para outras utilizações. Fui buscar esse pedaço de cortiça e deixo-os explorar. 


Todos quiseram tocar, cheirar e comparar com as imagens reais que tínhamos partilhado no dia anterior e que continuavam por ali na nossa sala. 


Por fim, mostrei-lhes um caixa cheia de rolhas de cortiça que usámos para brincar, para empilhar, para fazer conjuntos e pequenas contagens. Contei-lhes que as rolhas foram feitas também a partir daquela árvore. Aquela que dá bolotas... as bolotas com que gostam tanto de brincar. 


Foi uma manhã rica de tantas descobertas e explorações. Foi uma semana em cheio com brincadeiras infinitas com estes elementos naturais que fazem as delícias das crianças.


"O planeamento de atividades em creche decorre de diversos pontos de partida, podendo estes confluir em propostas carregadas de significado. Como pontos de partida temos os interesses das cranças manifestados pelo seu comportamento e pelas suas verbalizações, bem como pelas escolhas espontâneas que fazem. (...)"  Folque, Bettencourt & Ricardo