sexta-feira, 22 de março de 2019

O dia do Pai foi dia de festa

O dia do pai ou da mãe, são sempre dias muito esperados na nossa escola. Preparamos prendas cheias de significado, envolvemo-nos em surpresas, criamos expectativas e ansiamos pelo dia em que desvendamos tudo o que preparámos. Este ano, na nossa sala, e em sequência do Projeto dos eucaliptos, decidimos fazer um cheirinho para o carro dos pais e depois, na sala, cada pai e filho/a descreveram o que fariam numa aventura de carro. O dia foi cheio de abraços, sorrisos, cumplicidade e muito amor. E isso faz valer tudo a pena. 


O sistema educativo precisa de festas. A escola que perde as festas, os rituais, a vida de convívio, perde a vida. Sérgio Niza

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

A nossa cidade

Tudo começou numa reunião da manhã. O Manel trouxe para a sala um livro sobre uma cidade. Lemos esse livro com a sala da Carolina e descobrimos que o livro tinha uma loja, um talho, uma escola. Começámos a conversar sobre o que mais existe na cidade: "Carros"; "Igreja" ; "Biblioteca"...


Surgiram algumas sugestões, mas achámos que era mesmo importante fazermos o reconhecimento do nosso bairro. Como a nossa escola ainda fica um bocadinho longe (e é sempre a subir) do início do bairro, pedimos ajuda aos pais. No dia marcado, as famílias deixaram os seus filhos no ponto de encontro. Era então hora de irmos conhecer Alvalade com os nossos amigos da sala ao lado. 


Começámos a nossa caminhada e fomos tão bem recebidos. Na padaria ofereceram-nos bolachas caseiras, na mercearia comprámos uvas, na farmácia ficámos a conhecer quem vende os medicamentos. O percurso era grande... passámos passadeiras e vimos paragens de autocarro, vimos táxis e um carro da polícia. Por onde passávamos, diziam-nos adeus. O caminho levou-nos até ao quartel dos bombeiros, onde fomos simpaticamente recebidos e onde pudemos ver os camiões e os equipamentos dos bombeiros. 


A nossa viagem continuou, a cada esquina uma nova descoberta: uma lavandaria, uma loja de bicicletas, um talho, um cabeleireiro, muitos bancos e até a igreja de Alvalade encontrámos e reconhecemos. Mas se houve espaço que gostámos de visitar foi o mercado de Alvalade. Algumas vendedoras, reconheceram alguns do grupo. Entre acenos e conversas visitámos o mercado e observámos as várias bancas de alimentos. 


No caminho de regresso à escola, voltámos a acenar aos nossos "amigos vizinhos" do bairro. Passámos pela florista, cafés e restaurantes e acabámos o percurso atravessando a mata de Alvalade onde reconhecemos o parque que costumamos frequentar. A manhã foi maravilhosa e eles estoicamente aguentaram todo o percurso. 


Chegados à escola, pudemos conversar sobre o que vimos e decidir o que fazer com as nossas descobertas. O passo seguinte era construir uma maqueta do bairro, com algum do comércio que observámos na visita pela cidade. Numa construção, verdadeiramente a várias mãos e entre as duas salas, conseguimos acabar este nosso projeto. 


A nossa pequena cidade ficou maravilhosa. E o melhor de todo este processo foi poder partilhar a realização deste projeto com a nossa sala vizinha. 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

O Santi apresentou o seu mano aos amigos

Há momentos muito importantes na vida de uma criança. O nascimento de um irmão é um desses momentos em que o mundo abana, mas a certeza que continua tudo igual é fundamental. O Santiago teve um mano e algumas mudanças aconteceram, como por exemplo, mãe já não o vem trazer todos os dias. A mãe Tânia, sabendo como é importante para o Santi ter a mãe na escola, preparou com ele uma apresentação sobre o mano, os seus hábitos e gostos e trouxe o Vicente para apresentar aos amigos. Foram momentos de verdadeira ternura. 


domingo, 24 de fevereiro de 2019

O Opus 7 na nossa escola

Esta semana tivemos, cá na escola, um espectáculo de música e teatro que adorámos. Pudemos assistir a esta sessão com as salas da Carolina e da Marta Reis e partilhar um momento rico de interação e música. 

O OPus 7 é um espectáculo de música teatral que surge para promover a estimulação artística de qualidade, através de concertos portáteis para facilitar o acesso das crianças pequenas a atividades culturais na área da música teatral. 

Foi assim que num jardim de flores sonívoras, as abelhas valsaram, o vento murmurou e a chuva cantou. 

No final houve muito tempo para interagirmos com os instrumentos e experimentarmos os sons que cada um faz. 

Mais informações sobre este espetáculo aqui: http://ruipessoapires.com/

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

A avó Ana veio à nossa sala

A avó Ana vem muitas vezes buscar a Francisca à escola (mais ainda agora que a Francisca teve um mano) e sempre que vem brinca um bocadinho com os meninos e meninas da Sala da Marta. Eles correm, ela finge que os vai apanhar, as risadas são sempre muitas. Achámos, por isso, pertinente trazer a avó Ana à nossa sala e perguntámos-lhe se ela nos queria vir contar uma história. A avó Ana assentiu imediatamente e no dia combinado entrou na sala com o "Quiquiriqui" debiaxo do braço e no rosto a expressividade de uma vida de contadora de histórias. 


Todos adoraram e, a verdade, é que a história soube a pouco. Então a avó Ana, tal como a mãe do "Quiquiriqui" propôs vir fazer um bolo e voltar daí a uns dias à nossa sala. E assim aconteceu: 


Fizemos um maravilhoso bolo de maça, caramelo e canela que comemos ao lanche. Estava delicioso... tal como deliciosas foram as visitas da Avó Ana, que já é um bocadinho avó de todos na sala. 

“… é necessário rever a identidade da creche considerando a experiência dos adultos não menos central que a das crianças; na creche a experiência de crescimento não é somente da criança mas, é ao mesmo tempo ou pode ser pelo menos potencialmente, uma experiência de crescimento dos adultos.” Montovani & Terzi, (1995:168)

quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O que é isto? É cheiro!

Na reunião da manhã a Francisca mostrou aos amigos uma caixinha cheia de umas pequenas casquinhas com um cheirinho muito especial. Conversámos e a resposta à pergunta o que seria aquilo era unânime. "É cheiro!" 

Mas que cheiro seria. Pegámos nas casquinhas e fomos perguntar às outras salas. Descobrimos que aquele cheiro, era cheiro de eucalipto. Mas não sabíamos bem o que era eucalipto, então passámos pela biblioteca, escolhemos alguns livros e levámos para a nossa sala. Também pedimos ao Tio Mário, que trouxesse alguns ramos de eucalipto de Castelo de Bode, para ver de onde vinham aquelas casquinhas. 

Em pouco mais do que uma semana tinhamos o nosso projeto pronto. Convidámos, então, as salas da Carmo, da Carolina, da Marta Reis e da Mariana para ouvirem a nossa comunicação. Comunicámos o projeto duas vezes. Cada vez com mais segurança. De regresso à sala pendurámos o nosso cartaz na parede para nos lembrarmos sempre dos projetos maravilhosos que fazemos na nossa sala e dos quais temos tanto orgulho. 


Aqui fica o nosso cartaz: 


segunda-feira, 21 de janeiro de 2019

Matemática com legos

As brincadeiras à volta do lego são sempre muitas e é nos vários momentos de jogo que lhes descubro interesses matemáticos, sejam eles à volta das cores ou do número. Esta semana, numa das tardes da nossa agenda, coloquei no chão uma cartolina preta e várias peças de lego escolhidas com um propósito. Rapidamente, quando eles regressavam do lanche, sentaram-se, em jeito de roda, à volta das peças e começaram as observações:


- Estão aqui peças verdes…eu já fiz um avião - disse o Miguel Santos
-  E aqui há vermelhas. - apontou a Maria Estima. 
- Só há uma peça branca - observou o Xavier. 
- E aqui há azuis - disse a Francisca. 
- Há laranjas - disse o Miguel Santos -  e amarelas temos duas - continuou a Maria Dias - e há quatro verdes. - concluiu o Eduardo. 
- Vermelhas são 5 - disse a Maria Estima…e laranjas são 3 - afirmou o Miguel Carola. 
- Azuis são...1, 2, 3, 4, 5, 6, são seis - contou a Francisca. 
- Há peças diferentes: uma peça verde pequena e uma grande - observou o Miguel Santos. Esta e esta têm forma de retângulo e esta é um quadrado - acrescentou a Maria Estima 
- Se esta é grande e esta é pequena…qual é esta? - perguntei lembrando a história dos 3 ursos. 
- É média - respondeu a Maria Estima. 
.- Muito bem e agora se juntássemos as peças de legos por cores…pode ser? - desafiei. 


Depois de juntarmos as peças por cores e percebermos que todas tinham número diferente, a Patrícia sugeriu agruparmos as peças. Foi assim que surgiu, com muita brincadeira e diálogo à mistura, o conceito de conjunto.  


E depois de fazermos os conjuntos com o apoio do adulto, foi a vez das crianças repetirem a brincadeira e consolidarem os conceitos de número, conjunto e relembrarem as cores.


Em Creche, a construção comparticipada de conceitos, acontece, em grupo e através da brincadeira, num momento lúdico e de jogo.