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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019

O que é isto? É cheiro!

Na reunião da manhã a Francisca mostrou aos amigos uma caixinha cheia de umas pequenas casquinhas com um cheirinho muito especial. Conversámos e a resposta à pergunta o que seria aquilo era unânime. "É cheiro!" 

Mas que cheiro seria. Pegámos nas casquinhas e fomos perguntar às outras salas. Descobrimos que aquele cheiro, era cheiro de eucalipto. Mas não sabíamos bem o que era eucalipto, então passámos pela biblioteca, escolhemos alguns livros e levámos para a nossa sala. Também pedimos ao Tio Mário, que trouxesse alguns ramos de eucalipto de Castelo de Bode, para ver de onde vinham aquelas casquinhas. 

Em pouco mais do que uma semana tinhamos o nosso projeto pronto. Convidámos, então, as salas da Carmo, da Carolina, da Marta Reis e da Mariana para ouvirem a nossa comunicação. Comunicámos o projeto duas vezes. Cada vez com mais segurança. De regresso à sala pendurámos o nosso cartaz na parede para nos lembrarmos sempre dos projetos maravilhosos que fazemos na nossa sala e dos quais temos tanto orgulho. 


Aqui fica o nosso cartaz: 


terça-feira, 27 de novembro de 2018

O Projeto dos Dinossauros

Na nossa sala existem caixas com vários brinquedos, materiais e possibilidades de descoberta. No início do ano começámos a explorar cada uma das áreas da nossa sala, mas não foi logo que se descobriu tudo o que por lá existia. Ora, há umas semanas a caixa dos dinossauros foi descoberta. As brincadeiras intensificaram-se à volta destes animais e a curiosidade foi mais além. 


Foi então que surgiu a proposta no Diário. "Queremos saber o nome dos dinossauros" pediam algumas crianças. 


Decidimos ir à biblioteca da escola procurar informações sobre os dinossauros. A biblioteca da escola é um espaço mágico, cheio de livros e histórias para contar. Encontrámos vários livros que aproveitámos para folhear ainda neste espaço. Depois levámos os livros escolhidos para a nossa sala e continuámos a nossa pesquisa. 


Regressámos à sala e começou uma intensa produção cultural à volta do tema dos dinossauros. Surgiram desenhos à vista, pinturas, "escrita" sobre os dinossauros... uma verdadeira maravilha que fomos acompanhando com o registo das nossas descobertas. 



Aos poucos fomos construindo as páginas do nosso projeto. A questão inicial, levou-nos a construir um ficheiro sobre dinossauros, mas continuávamos a observar o verdadeiro interesse das crianças: o momento de brincar com os dinossauros. Assim, pedimos ao avô do Santiago que nos ajudasse a construir uma caixa que nos servisse de apoio às brincadeiras. A caixa chegou e, com ela, alguns objetos da natureza: pequenos troncos, pedras, "relva"... 



A nossa caixa de dinossauros estava um encanto e proporcionava agora ainda mais brincadeiras. Decidimos, então, ir ao parque em frente à escola, apanhar mais elementos da natureza para enriquecer o nosso novo espaço de brincadeiras. 


A semana foi rica em atividades, brincadeiras e descobertas e só podia culminar com o momento de divulgação do nosso produto cultural. Assim, na sexta-feira, convidámos a sala da Carolina para assistir à nossa comunicação. Partilhámos as nossas descobertas e depois brincámos juntos na nossa caixa de dinossauros.



Foi um percurso maravilhoso e um privilégio, este de os acompanhar num projeto tão rico. 

sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Circuitos de comunicação

A forma como as coisas surgem dentro da sala é sempre tão diferente e tão interessante. Há uns tempos três meninas da Sala da Susana vieram à nossa sala mostrar um raminho de oliveira. Num pequeno frasco também traziam azeite e na mão algumas azeitonas. Tinha sido uma delas a trazer aquela partilha de casa. Curiosos que ficámos quisemos cheirar aquele líquido e ainda mexer nas folhas e bolinhas pretas que as acompanhavam. Foi uma partilha muito interessante e que suscitou alguma curiosidade. 


Lembrei-me então de uma conversa que tinha tido em tempos com os pais do Xavier, que me tinham contado que ele iria estar de férias para acompanhar a apanha da azeitona em casa dos avós. Conversei novamente com ambos e em pouco tempo tínhamos deliciosas fotografias do Xavier e da família neste momento. Foi a partir das fotos do Xavier que fomos descobrir de onde vem e como se faz o azeite. Também aprendemos onde usamos o azeite. 


Depois de todas as nossas descobertas  fizemos um cartaz que partilhámos com a comunidade escolar. 


E uns dias mais tarde, as crianças da sala da Susana voltaram à nossa sala para partilharem connosco as descobertas que fizeram sobre o azeite. 


É destes circuitos de comunicação entre a comunidade e com as famílias que nos apoiamos para a construção do conhecimento. E é também nestes circuitos de comunicação que validamos o que aprendemos ao transmitir aos outros o que descobrimos. 

Estabelecem-se circuitos múltiplos de comunicação que estimulam o desenvolvimento de formas variadas de representação e de construção interactiva de conhecimento. Esta matriz comunicativa é radicada por circuitos de comunicação das aprendizagens e de fruição dos produtos culturais, para que todos possam aceder à informação de que cada um dispõe e aos seus produtos de estudo e de criatividade artística e intelectual. As trocas sistemáticas concretizam a dimensão social das aprendizagens e o sentido solidário da construção cultural dos saberes e das competências instrumentais que os expressam. (Movimento da Escola Moderna).

terça-feira, 7 de novembro de 2017

A família na nossa sala

Como já tive oportunidade de dizer noutros posts, na nossa escola valorizamos muito a presença da família na escola. E quando falamos da presença da família, não falamos de uma presença física constante. Falamos de uma presença que acontece numa partilha de uma notícia, numa troca de palavras antes de entrarmos para a sala, numa oferta de uns avós que estão mais longe, num objeto que se traz de uma viagem. A família está presente em cada momento que vivemos dentro da sala, porque nos sentimos um neste processo educativo. 

Na minha sala tenho a sorte de ter famílias muito participativas e cheias de ideias que nos enriquecem diariamente. Nestes últimos tempo têm sido muitas e diferentes as partilhas que nos têm chegado:


A família da Maria mandou um cestinho de panquecas para o nosso lanche!


O Santiago, depois de um fim-de-semana na quinta dos avós, trouxe medronhos para partilhar com os amigos. Pudemos ver as fotos deste fruto na árvores e pudemos ainda sentir o cheiro e sabor dos medronhos.


A mãe do Pedro foi até S. Tomé em trabalho e quando chegou trazia nos pedras especiais daquela terra. Lembramo-nos da caixinha de tesouros de Moçambique que já tinha sido partilhada pela família da Francisca e num momento delicioso fomos à descoberta de África. 


O Xavier foi apanhar marmelos com os avós, trouxe-nos a notícia com as fotos do que andou  fazer e trouxe ainda marmelos e marmelada que adorámos comer no pão ao lanche. 

As partilhas são uma constante e não passam só pelo que atrás descrevi, temos notícias de idas a museus, de passeios em família, de livros que nos fazem estender a hora do conto por muito mais tempo, de instrumentos musicais, cd's e até jogos. Com estas partilhas tornamo-nos comuns... conhecemo-nos melhor... e isso é tão bom!

sexta-feira, 22 de setembro de 2017

As primeiras partilhas

Na nossa escola valorizamos imenso a participação das famílias. Sentimos que tudo ganha outro sentido quando as famílias são envolvidas neste processo de aprendizagem. "O trabalho com a família tem como objetivo promover a comunicação e as conexões entre o mundo familiar da criança e o mundo da creche, capaz de ampliar as aprendizagens das crianças." (Folque, Bettencourt & Ricardo). 

Não queremos ser um fardo para as famílias, mas acreditamos que a partilha de uma experiência, a fotografia de um momento, um objeto que gostamos em casa, traz uma nova dimensão ao trabalho em creche. Ao termos em conta as partilhas que chegam de casa, estamos também a envolver as crianças na participação do planeamento de novas atividades. 

Desde o início do ano têm chegado diversas partilhas à nossa sala. Aquele momento em que uma criança se senta à frente do grupo e "mostra" o que trouxe, num tempo de comunicação (verbal ou não verbal) com o outro é um momento de enorme valorização pessoal e de validação social. É quando nos tornamos comuns e o que é "meu" passa a ser "nosso". 


O Sebastião trouxe uvas e os seus cereais preferidos para partilhar ao lanche com os amigos. 


A Francisca trouxe um xilofone moçambicano que fez as delícias de todos na sessão de música com a professora Margarida. 


O Santiago trouxe marmelada da avó que partilhou com as crianças da nossa sala e ainda com as crianças da sala da Susana. Um momento muito enriquecedor para todos com este encontro geracional tão bom! 


A Beatriz trouxe uma boneca e mostrou aos amigos cada parte do corpo: "Aqui é cabeça, os olhos, a barriga..." No fim da comunicação a boneca da Beatriz foi para a área do faz-de-conta onde foi alvo de inúmeras brincadeiras. 


O Eduardo apanhou folhas secas com o pai e trouxe um saco cheio que partilhou entre os amigos.


A mãe e o pai da Francisca trouxeram de Moçambique uma caixa de tesouros daquela terra. Ao abrirmos a caixa descobrimos conchas, corais, cascas de frutos secas, búzios e tantas outras coisas que quisemos explorar. 


sábado, 3 de junho de 2017

Medusas e Alforrecas

Assim que regressei a Marta e a Paty puseram-me ao corrente de tudo o que estava a acontecer na sala. Soube então que estavam três projetos na calha. Alguns a decorrer e outros prestes a começar: um sobre alergias, outro sobre os direitos das crianças e um terceiro sobre alforrecas e medusas. Percebemos que estavam muitas crianças interessadas neste tema e o mais curioso é que tínhamos 11 perguntas para responder. Começámos as nossas pesquisas e descobrimos tantas coisas sobre este ser que não houve quem não ficasse cativado. 


E vocês sabiam que as alforrecas são pré-históricas, existem desde antes do tempo dos dinossauros?
E que há uma espécie de medusa que é imortal?
E, imaginem só, sabiam que algumas aforrecas já foram ao espaço?
E quem imaginaria que as medusas ou alforrecas comem e "fazem cocó" pelo mesmo canal?
Ah... e que são compostas por 95% de água, que não têm cérebro, nem ossos?

Medusas, Alforrecas e Águas-vivas são os vários nomes que este ser marinho tem!

É mesmo uma maravilha seguir este modelo pedagógico e embarcarmos nestas descobertas com as crianças. Estamos sempre a aprender!