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terça-feira, 30 de março de 2021

Vamos falar de emoções e sentimentos?

A mãe da Ema, veio à nossa "sala" falar-nos sobre a sua profissão. Para ajudar a explicar melhor o que a Tânia faz, usámos a história "O Monstro das Cores" e falámos sobre emoções e sentimentos. 


No final da história, explorámos os bonecos dos monstros das cores e continuámos a conversar sobre o que sentimos a cada momento do dia. 


Quando chegámos à sala registámos, as conversas que tivemos no espaço exterior!


 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2021

Encontros à distância

Nesta coisa que é a educação à distância são muito mais as perguntas do que as certezas. Nem sempre sabemos se as propostas que fazemos fazem sentido. Nem sempre temos a noção se as famílias em teletrabalho conseguem conjugar a sua vida profissional com o apoio aos seus filhos. E muitas vezes, temos a sensação que este modelo não é para crianças pequenas e que a maior parte do que fazemos é num limbo de incertezas e dúvidas. 

Uma coisa julgamos ser certa, as crianças sentem saudades dos amigos. As crianças sentem saudades dos adultos da escola e o papel do educador será encontrar forma de dinamizar espaços de encontro à distância para que as crianças se possam ver, conversar sobre os seus dias e até brincar. 

Nestes encontros à distância, que organizo semanalmente, podem acontecer várias coisas: por vezes conto uma história, por vezes cantamos canções que gostamos, muitas vezes mostramos o que andámos a fazer em casa. De vez em quando temos um convidado: a nossa professora de música é quase convidada permanente. Gostamos de ouvir as suas canções. Às vezes dançamos ou fazemos o jogo das estátuas. Nem sempre aparecem todas as crianças. Combinámos um horário em que as famílias já podem estar presentes e conseguem acompanhar os seus filhos. E assim vamos levando este espaço de educação à distância com a certeza que esta permanência de contanto e relação é fundamental, não só pelos afetos que nutrimos uns pelos outros, como pelo tão esperado regresso à escola. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2021

Vamos brincar às escondidas?

Quando o ponto de partida das propostas que faço às famílias surge de brincadeiras em casa: 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2021

Arte em casa

Nesta nova dinâmica de trabalhar a partir de casa, é fundamental a reflexão e partilha em equipa. Antes mesmo do ano letivo começar, delineámos o nosso plano de educação à distância. Sabíamos que era uma possibilidade termos de voltar a casa. Refletimos em equipa a melhor forma de fazermos um trabalho com sentido e significado. Conversámos sobre os tempos nos zooms, a forma como as propostas chegam às famílias e ainda o conteúdo. Decidimos que o que fazia sentido era enviarmos propostas opcionais que podem partir da nossa agenda semanal, de alguma partilha ou vivência que as famílias fazem e ainda das partilhas entre salas. Um lema sempre presente: equilíbrio emocional e saúde mental para todos. 

Esta proposta de descobrir a Arte de Mark Rothko chegou a partir de uma partilha da educadora do Berçário. Com alguns ajustes, partilhei também com as famílias da nossa sala. 



A proposta chegou através das imagens atrás apresentadas. De casa, chegou-nos um mundo de cor e exploração. Chegaram ainda fotos e informações que ampliaram o nosso conhecimento sobre o artista. Sabiam que Rothko era obcecado por Mozart? Que muitas das suas obras foram feitas ao som das peças de Mozart? Eu não sabia e fiquei tão feliz por perceber que esta parceria escola família é a única razão pela qual o trabalho à distância na educação de infância pode encontrar sentido. 


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2021

Expressão e Comunicação à Segunda-feira

Agora que acabou o nosso isolamento e já ansiávamos por um regresso à escola, as escolas voltaram a fechar. Ficámos um bocadinho tristes mas com energia para retomarmos e darmos continuidade ao nosso trabalho à distância. 

Lá pela escola, à segunda-feira é dia de contar novidades. É um dia especialmente dedicado à expressão oral e à comunicação. Depois de partilharmos novidades, escrevemos o que as crianças nos ditam e depois todos fazem desenhos nas novidades que eu ou a Drica escrevemos. 

 Agora que estamos em casa é mais difícil partilhar novidades, mas enviei um email às famílias com  algumas sugestões:

- Fazer um registo sobre o que têm feito por casa; 

- Escrever uma carta a um amigo;

- Utilizar algumas fotografias que tenham por casa e conversarem sobre o que lá está. 

Depois perguntar se querem ilustrar. Como suporte a esta atividade enviei duas imagens de apoio:

Uma imagem com uma explicação de como podemos promover o diálogo a partir de leitura de imagens.

Uma imagem que relembra como fazemos as partilhas das novidades na nossa sala!


Durante a semana, fui recebendo algumas fotografias de novidades, cartas e leituras de imagens que as crianças foram fazendo nas suas casas. Desta vez tornamo-nos mais perto e da distância fazemos proximidade. 

sexta-feira, 22 de janeiro de 2021

Em casa é fundamental mexer o corpo

Estando nós fechados em casa, penso que é fundamental encontrar espaço e tempo para as crianças poderem mexer o corpo... seja com propostas mais estruturadas, seja através das possibilidades infinitas que o brincar traz a cada criança. 

Esta semana sugeri um pequeno circuito de atividades motoras. Para isso bastava ter por casa uma fita cola que colasse no chão em ziguezague, duas taças e molas. 

A minha filha Maria, ajudou-me na demonstração, fizemos um vídeo que enviámos às famílias. Depois começaram a chegar as novidades das brincadeiras lá por casa. 


" O corpo na infância é impertinente, é naturalmente um corpo que se mexe. Mas o corpo das crianças portuguesas vive aprisionado. Em Portugal quando um corpo mexe, o adulto diz: não!" Carlos Neto. 

Vamos dizer sim à brincadeira e ao movimento! Precisamos de corpos a mexer. 

quarta-feira, 20 de janeiro de 2021

Viva o Peixinho!

Começar o dia com uma história... tal e qual como gostamos de fazer na sala. A história que partilhei esta semana já é muito conhecida do grupo. Gostamos muito da história "Viva o Peixinho!" Depois de ler a história sugeri que todos fizéssemos o nosso peixe. Podíamos usar qualquer material que tivéssemos em casa. 

Junto com a história enviei uma imagem com sugestões de formas de fazer peixes com materiais que temos por casa. 

Passados uns dias chegaram as imagens dos vários peixinhos. Depois no nosso encontro de Zoom, que acontece uma vez por semana mostrámos os peixes uns aos outros e cantámos várias canções de peixinhos. 

sexta-feira, 15 de janeiro de 2021

Estamos em casa com o Período Azul do Melro

Janeiro começou e após uma semana de escola, soubemos que tínhamos um caso positivo de Covid-19 na nossa sala e tivemos de ficar em isolamento profilático. 

Em casa, foi tempo de voltar a pensar como poderia apoiar as famílias, à distância. As propostas que vou fazendo têm como ponto de partida, a nossa agenda semanal, ou fotografias que as famílias me enviam que mostram as atividades preferidas lá por casa, ou ainda algumas coisas que tínhamos combinado fazer em sala e que agora ficaram suspensas. Todos os dias envio uma história que pode ter também um ponto de partida ou ser apenas uma história para ouvir pelo prazer de ouvir. Tal como fazemos na sala. A nossa querida professora de música também envia uma proposta por semana e nosso professor de Expressão Físico Motora também. Vamos nos ajustando e ouvindo as famílias nas suas necessidades e angústias. Queremos muito voltar à escola, mas até lá vamos nos encontrando no online. 

Esta semana contei-lhes a história "O Período Azul do Melro" e pedi-lhes que experimentassem pintar só com diferentes azuis, que explorassem o azul das mais variadas formas, técnicas e que, acima de tudo, se divertissem. 

Quando as fotografias lá de casa começaram a chegar, o coração ficou aconchegado e a sensação de que tinha sido uma boa proposta instalou-se. Nesta coisa do online, falhamos muitas vezes... mas hoje parece que todos gostaram de explorar o azul e houve casas onde o "Período Azul" ganhou toda uma nova dimensão. 

Neste modelo à distância, fazemo-nos equipa com as famílias, mais ainda do que nos dias normais em que os recebemos no colo. Não queremos crianças reféns dos ecrãs mas queremos poder continuar a ver-nos e ser um apoio para as famílias. Queremos continuar a encontrar estratégias juntos ainda que saibamos que as casas não podem ser escolas. Falamos da importância do brincar e reaprendemos a estar... a trabalhar... a viver! 

No meio disto tudo apenas uma regra: corpo são e mente sã para voltarmos todos à escola o mais brevemente possível. 


E aí, já conhecem esta história? Já experimentaram pintar só com uma cor? 
Existirão outros períodos de outras cores ainda por descobrir?

terça-feira, 22 de dezembro de 2020

A nossa festa de Natal não falhou!

Em Dezembro, na nossa escola, costumamos fazer um grande lanche de Natal para todas as famílias. Juntamo-nos todos, e em abraços e sorrisos, contamos histórias, trocamos prendas e somos felizes. As crianças correm pela escola e durante algumas horas passamos de 150 a 300. Este ano este nosso encontro não seria possível mas não podíamos deixar de assinalar o Natal com um grande encontro de famílias. Assim, preparámos bolachinhas na escola, um saquinho de chá e combinámos pelo fim da tarde um encontro via Zoom. Chá, bolachas e um acessório de Natal e tornámo-nos comuns... A Margarida cantou-nos músicas de Natal e durante aquele bocadinho sentimo-nos todos ainda mais próximos. 


 Viva a nossa festa de Natal! 

Que nunca nos faltem motivos para estarmos próximos, mesmo à distância!

sábado, 12 de dezembro de 2020

Sumo de laranja diretamente do pomar

 Na nossa agenda semanal, temos um dia reservado à culinária. A cultura alimentar na vida de um grupo de creche é extremamente importante, na medida em que as vivências com as atividades do mundo social em que vivem são extremamente ricas e significativas. As atividades do quotidiano trazem um sentido e significado às escolhas que fazemos. 

Esta semana a Julieta trouxe diretamente do pomar, uma cesta de laranjas sumarentas e deliciosas... eram tantas que decidimos fazer um sumo de laranja para o lanche. 




Todos participaram neste processo de transformar laranjas e sumo e perceberam que o sumo não vem dos pacotes ou das garrafas. Que dia em cheio!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2020

Pão de Alfarroba


A Luísa traz muitas vezes pão de alfarroba para o lanche e este pão já tinha sido palco de muitas conversas e curiosidades. Escrevemos no diário que queríamos aprender a fazer pão de alfarroba. A família da Luísa enviou-nos a receita, mas depois achámos que era ainda melhor ter a mãe da Luísa, a Raquel connosco para nos ajudar a fazer a receita. No dia marcado, e com todas as medidas de proteção e segurança necessárias, a Raquel veio à nossa sala fazer pão. Ao tarde comemos o pão de alfarroba que estava delicioso. 

quarta-feira, 11 de novembro de 2020

A Marmelada da avó Tuginha

Esta semana o Gil trouxe marmelos e a receita da marmelada da sua avó Tuginha. Assim que recebemos aqueles marmelos de aspeto delicioso, escrevemos no diário que queríamos fazer marmelada. Como não pudemos fazer a marmelada na cozinha, hoje fizemos a receita na Bimby e ficou também muito saborosa. 


 

quinta-feira, 11 de abril de 2019

Visitas que nos enchem o coração

A avó do Xavier veio à nossa sala falar um bocadinho da sua profissão. A avó Céu trabalha no Museu de Évora e quis partilhar, com a nossa sala, algo que faz muitas vezes, em Évora, com outras crianças: pintura de azulejos. 

Com a avó Céu aprendemos a técnica de pintar azulejo. Foi uma manhã maravilhosa, que começou com a avó Céu a contar-nos uma história de mitologia e apresentar animais estranhos que só existem na nossa imaginação. Esse foi também o mote para a pintura dos azulejos.


A atividade que a avó Céu veio desenvolver passou, primeiro, por um projeto de desenho com lápis de carvão em folha de papel vegetal.


Viajou até um momento de picotagem em que todos puderam contornar o seu desenho original, com maior ou menor precisão. 


Depois foi só aprender a técnica de soltar o carvão em pó em cima do picotado que passava o desenho para o azulejo.


Até finalizarmos o processo com umas pinceladas nos azulejos. O objetivo foi sempre, as crianças conhecerem a técnica do azulejo e nunca que o fizessem com o rigor necessário. Claro que os desenhos iniciais não são as pinturas finais, mas a importância de vivermos a realidade da técnica de pintura foi, só por si, maravilhosa.


A avó Céu levou tudo para cozer e no final de mês trouxe os nossos azulejos, que já estão nas casas de cada criança.  Foi mesmo uma manhã completa e cheia de desafios e nós só temos a agradecer à avó do Xavier por ter tirado um dia do seu trabalho para vir estar connosco.


Obrigada!

sexta-feira, 22 de março de 2019

O dia do Pai foi dia de festa

O dia do pai ou da mãe, são sempre dias muito esperados na nossa escola. Preparamos prendas cheias de significado, envolvemo-nos em surpresas, criamos expectativas e ansiamos pelo dia em que desvendamos tudo o que preparámos. Este ano, na nossa sala, e em sequência do Projeto dos eucaliptos, decidimos fazer um cheirinho para o carro dos pais e depois, na sala, cada pai e filho/a descreveram o que fariam numa aventura de carro. O dia foi cheio de abraços, sorrisos, cumplicidade e muito amor. E isso faz valer tudo a pena. 


O sistema educativo precisa de festas. A escola que perde as festas, os rituais, a vida de convívio, perde a vida. Sérgio Niza

terça-feira, 26 de fevereiro de 2019

O Santi apresentou o seu mano aos amigos

Há momentos muito importantes na vida de uma criança. O nascimento de um irmão é um desses momentos em que o mundo abana, mas a certeza que continua tudo igual é fundamental. O Santiago teve um mano e algumas mudanças aconteceram, como por exemplo, mãe já não o vem trazer todos os dias. A mãe Tânia, sabendo como é importante para o Santi ter a mãe na escola, preparou com ele uma apresentação sobre o mano, os seus hábitos e gostos e trouxe o Vicente para apresentar aos amigos. Foram momentos de verdadeira ternura. 


sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019

A avó Ana veio à nossa sala

A avó Ana vem muitas vezes buscar a Francisca à escola (mais ainda agora que a Francisca teve um mano) e sempre que vem brinca um bocadinho com os meninos e meninas da Sala da Marta. Eles correm, ela finge que os vai apanhar, as risadas são sempre muitas. Achámos, por isso, pertinente trazer a avó Ana à nossa sala e perguntámos-lhe se ela nos queria vir contar uma história. A avó Ana assentiu imediatamente e no dia combinado entrou na sala com o "Quiquiriqui" debiaxo do braço e no rosto a expressividade de uma vida de contadora de histórias. 


Todos adoraram e, a verdade, é que a história soube a pouco. Então a avó Ana, tal como a mãe do "Quiquiriqui" propôs vir fazer um bolo e voltar daí a uns dias à nossa sala. E assim aconteceu: 


Fizemos um maravilhoso bolo de maça, caramelo e canela que comemos ao lanche. Estava delicioso... tal como deliciosas foram as visitas da Avó Ana, que já é um bocadinho avó de todos na sala. 

“… é necessário rever a identidade da creche considerando a experiência dos adultos não menos central que a das crianças; na creche a experiência de crescimento não é somente da criança mas, é ao mesmo tempo ou pode ser pelo menos potencialmente, uma experiência de crescimento dos adultos.” Montovani & Terzi, (1995:168)