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sexta-feira, 20 de novembro de 2020

Hoje comemora-se o Dia Internacional dos Direitos das Crianças

Durante estes últimos dias estivemos a falar sobre os direitos das crianças. Hoje chegou o dia de o celebrarmos:  O Dia Internacional dos Direitos das Crianças é comemorado todos os anos a 20 de novembro. A origem do Dia Internacional dos Direitos da Criança é bastante clara e significativa: foi a 20 de novembro de 1959 que se proclamou mundialmente a Declaração dos Direitos das Crianças e a 20 de novembro de 1989 que se adotou a Convenção sobre os Direitos da Criança. O objetivo da data é salientar e divulgar os direitos das crianças de todo o mundo.  

Na nossa escola, uma escola que defende e promove os direitos das crianças todos os dias, não podíamos deixar de assinalar este dia. Começámos por fazer silhuetas de cada um e pedimos aos pais, ajuda para escreverem os direitos que consideram ser os mais importantes. 



Hoje montámos a nossa exposição dos direitos e ainda fomos convidados pela sala do 1º Ano para nos cantarem uma canção sobre os direitos. 


Direito a brincar, direito a ser feliz, direito a uma vida sem máscaras, direito a ser a Princesa Leya, direito a aprender, direito a ter adultos que me protejam, direito ao amor, direito a uma escola que respeite os meus direitos, direito a uma família, direito a saltar... estes são alguns dos direitos que vemos agora escritos nas paredes da nossa escola!


terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Educação Sexual - o que ficou por dizer.

Na passada sexta-feira estive no programa das manhãs da SIC para falar sobre o recente Referencial de Educação para a Saúde, mais especificamente sobre o último capítulo do Referencial que diz respeito aos Afetos e a Educação para a Sexualidade. Ali, naqueles 10 minutos, senti que ficou muito por dizer e que o debate se tornou confuso e pouco central no tema proposto. Assim decidi escrever o que penso sobre o documento. Há ou não espaço no pré-escolar para se falar sobre sexualidade, sobre afetos, sobre género? Afinal é isso que propõe o documento. Na minha opinião claro que há, senão vejamos:

Desde o nascimento que as crianças são detentoras de uma curiosidade natural e um enorme potencial para compreender e dar sentido ao mundo que as rodeia, sendo competentes nas relações e interações com os outros. Sabemos que o desenvolvimento e aprendizagem das crianças ocorrem num contexto de interação social. A educação de infância entende a criança como sujeito do seu processo educativo. Este papel ativo da criança decorre também dos direitos de cidadania da criança - direitos reconhecidos pela Convenção dos Direitos das Crianças. Neste campo é importante mencionar o direito de ser ouvida e de ter acesso à informação. Assim, é possível dizer que tudo o que diz respeito à criança e que seja do seu interesse, que desperte a sua curiosidade é passível de ser abordado. A educação de infância assim o entende e aborda qualquer questão adequando à idade da criança, contexto e vivências. A abordagem deve ser sempre eticamente situada e honesta. Partimos do princípio de que as crianças não são tábuas rasas e, mais importante, não estão isoladas do todo social. 

É nesta perspetiva que entendemos que, tal como qualquer outro assunto, há espaço no pré-escolar para se falar sobre sexualidade e afetos. E para que os resultados sejam desejáveis a "educação para a sexualidade tem de se dirigir às escolas como um todo, penetrar em todos os seus ambientes, envolver todos os seus membros, aproveitar todos os momentos para, através de acontecimentos emocionais estruturados, construir modelos que promovam os valores e os direitos sexuais, sobre os quais as crianças e os jovens possam desenvolver a sua própria identidade e o respeito para com os outros" (in referencial de educação para a saúde). 

Depois de ler o referencial apresentado recentemente pelas Direções-Gerais da Educação e da Saúde, em colaboração com o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) percebemos que se trata de um documento orientador destinado à educação pré-escolar e aos ensinos básico e secundário, visando a promoção da literacia em saúde, a adoção de estilos de vida saudáveis e o desenvolvimento de competências sociais e emocionais. O documento assume-se como um quadro orientador e de referência para a implementação da Educação para a Saúde em meio escolar, concorrendo para a dimensão transversal da Educação para a Cidadania em qualquer disciplina ou área disciplinar. Tal como outros referenciais, o documento pretende "ser uma ferramenta educativa, flexível, não prescritiva, possível de ser utilizada e adaptada em função das opções definidas em cada contexto educativo, desde o pré-escolar" (in referencial de educação para a saúde).

Importa ainda referir que o referencial está dividido em cinco temas globais:
- Saúde Mental e Prevenção da Violência
- Educação Alimentar
- Atividade Física
- Comportamentos Aditivos e Dependências
- Afetos e Educação para a Sexualidade

No que diz respeito ao último tema e para o qual fui convidada a falar, penso que é de extrema importância falar-se sobre o mesmo no pré-escolar e o documento surge como apoio e guia para o que e como deve ser abordado. Os assuntos mencionados no referencial são:

- Identidade e género
- Relações Afetivas
- Valores
- Desenvolvimento da sexualidade
- Maternidade e Paternidade responsável
- Direitos sexuais e reprodutivos (não se aplica ao pré-escolar, segundo o referencial)

Porque é que é importante os educadores estarem confortáveis e preparados para abordarem os assuntos acima?

Porque todos temos o dever de promover uma atitude positiva no que respeita à igualdade de género e desenvolver a consciência de que cada pessoa é única no que respeita à sua sexualidade.
Porque é nossa obrigação afastar estereótipos e desenvolver valores de respeito, tolerância e partilha no que diz respeito às diferenças individuais e socioculturais de cada um.
Porque é importante reconhecer a importância dos afetos no desenvolvimento individual de cada um, identificando, respeitando e compreendendo as emoções em si próprio e nos outros.
Porque é fundamental as crianças perceberem que têm direito à sua privacidade e ao entendermos os limites dos afetos estamos a promover a prevenção do risco.
Porque devemos promover na criança a capacidade de aceitar e integrar as mudanças físicas e emocionais associadas à sexualidade, ao longo da vida.
Porque é nosso dever identificar e respeitar a diversidade dos contextos familiares, numa sociedade que cada vez mais encontra diferentes tipos de família.

Porque, acima de tudo, é obrigação de cada educador refletir sobre o tema e promover nos grupos comportamentos saudáveis.


quinta-feira, 6 de agosto de 2015

50 anos de Movimento da Escola Moderna

Mais um ano que passou e mais um Congresso do MEM em que eu pude estar presente. Já é o meu 9º Congresso... ano após ano mais espaço para refletir em conjunto com tantos bons profissionais. Este ano o Movimento faz 50 anos de existência e sem dúvida que é a presença mais coerente e inspiradora da pedagogia em Portugal! 



Este ano em conjunto com a Marta Reis, decidimos levar uma comunicação sobre os valores e os princípios do MEM... como é que, na prática, estes valores se operacionalizam dentro das nossas salas. O nosso resumo e título da comunicação ficam aqui: 


Democracia, Participação, Cooperação! Como é que os valores do MEM se vivem no Jardim de Infância?

Todos sabemos que o modelo pedagógico do Movimento de Escola Moderna assenta em princípios democráticos, de justiça e solidariedade. Já todos ouvimos falar em cooperação, participação e reciprocidade… mas na prática como é que afinal se operacionalizam estes valores? Como é que as crianças pequenas tomam decisões, participam, crescem em parceria e têm voz no dia a dia do Jardim de Infância? Este ano propomos trazer uma comunicação na qual se veem estes valores e princípios na prática. Para além dos vários momentos formais, em momentos de sala de atividades, de recreio e até no tão aguardado momento de praia, as crianças vivenciam e espelham estes valores. Vivemos em sociedade e por isso é tão importante que a escola forneça às crianças todos os alicerces para que possam ser cidadãos ativos e cooperativos.


Foi muito bom, chegarmos ao final deste ano letivo, sentarmo-nos e refletirmos em conjunto sobre os valores do MEM. Como os promovemos, como os asseguramos, como efetivamente se vive a democracia com crianças pequenas, como se garante que elas participem em todas as rotinas e atvidades do Jardim de Infância e como a cooperação está sempre presente. 

Levámos a nossa comunicação ao Congresso e recebemos muito mais do que demos, pois tivemos um tempo de debate riquíssimo e emocionante que nos deixou, às duas, de coração (mais que) cheio! 

Para além de comunicar, também fui assistir a muitas comunicações (este ano virei-me mais para o 1º Ciclo), deliciei-me com a exposição e ainda fui presenteada com uma foto no meu telemóvel que dizia: "Muito bem, a ser referenciada em comunicações alheias!" ... e fiquei feliz, mais que feliz... é uma sensação mesmo boa. Mais uma forma de ver o meu trabalho reconhecido. Obrigada!


A meio do Congresso fui receber a minha revista, pois como sócia do Movimento da Escola Moderna, recebo anualmente uma revista cheia de artigos riquíssimos para qualquer profissional de educação e assim que abro a revista dou de caras com o primeiro artigo do MEM e da Creche. Finalmente... depois de anos de espera, depois de muitos caminhos desbravados, depois de avanços e retrocessos, depois de muitas reflexões em conjunto chega o primeiro escrito sobre a creche e o Movimento da Escola Moderna! Um orgulho!!!


Para o ano há mais... e regressarei ao Porto, onde fui pela primeira vez a um Congresso do MEM! Lá estarei!!!


O Piloto Diese representado por mim, pela Marta e pela Mónica!

quarta-feira, 21 de novembro de 2012

Dia do Pijama

Ontem cá na escola foi assim:
 Uma festa cheia de animação
Muita dança
 Relembrando os direitos das crianças.
 
Obrigada a todos os pais pelo apoio e contributo! 

terça-feira, 20 de novembro de 2012

Hoje é 23º Aniversário da Convenção sobre os Direitos da Criança

O Mundo comemora hoje, 20 de Novembro, o Dia Universal da Criança, sob recomendação (resolução 836) da Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU). Em 1954, a Assembleia Geral recomendou que todos os países comemorassem o Dia U niversal da Criança, para celebrar a fraternidade e compreensão entre as crianças do mundo inteiro e organizar actividades adequadas à promoção do bem-estar de todas as crianças. A 20 de Novembro assinala-se também o aniversário do dia em que a Assembleia aprovou a Declaração sobre os Direitos da Criança, em 1959, e a Convenção sobre os Direitos da Crianças, em 1989. A Convenção sobre os Direitos da Criança é um documento com um conjunto de leis para protecção dos mais pequenos (tem 54 artigos). Esta declaração é tão importante que em 1990 se tornou lei internacional. Dentre os princípios consagradas pela Convenção, estão o direito à participação; Sobrevivência e desenvolvimento, o interesse superior da criança e a não discriminação!

Imagem de Natalina Cóias

quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Visita com direitos

Esta semana tivemos uma importante visita. O pai do Tiago veio à nossa sala falar sobre os Direitos das Crianças. Foi uma visita muito importante.



Aprendemos imensas coisas importantes e o resultado foi este bonito mural:


Todas as crianças têm direitos e os meninos da sala da Marta quiseram desenhar os direitos que consideraram mais importantes:

- Direito a brincar,
- Direito a escolher;
- Direito a ter segredos;
- Direito a ter amigos;
- Direito a ir ao médico;
- Direito a não ser maltratado;
- Direito a ser protegido;
- Direito a ter uma família;
- Direito a escrever;
- Direito a fazer o que gostamos (ir à praia);
- Direito à cultura (ir a museus);
- Direito a ter um nome;
- Direito a ter carinho e amor;
- Direito a não ser roubado;
- Direito a falar e a ser ouvido;
- Direito a jogar;
- Direito à privacidade (ir à casa de banho sem ninguém ver);
- Direito à alimentação;
- Direito a ter uma casa;
- Direito a dizer o que pensa;
- Direito ao respeito;
- Direito a aprender e a ir à escola;
- Direito a não trabalhar.

Nota: Estes direitos foram ditos pelas crianças da sala, após a conversa com o pai do Tiago e leitura de livros da nossa biblioteca sobre os direitos.

Obrigado Jorge, por esta visita tão importante!