Há momentos muito importantes na vida de uma criança. O nascimento de um irmão é um desses momentos em que o mundo abana, mas a certeza que continua tudo igual é fundamental. O Santiago teve um mano e algumas mudanças aconteceram, como por exemplo, mãe já não o vem trazer todos os dias. A mãe Tânia, sabendo como é importante para o Santi ter a mãe na escola, preparou com ele uma apresentação sobre o mano, os seus hábitos e gostos e trouxe o Vicente para apresentar aos amigos. Foram momentos de verdadeira ternura.
"Nós não vemos as sementes crescer, nem tão pouco as semeamos. O que temos de fazer é preparar o terreno!"
terça-feira, 26 de fevereiro de 2019
domingo, 24 de fevereiro de 2019
O Opus 7 na nossa escola
Esta semana tivemos, cá na escola, um espectáculo de música e teatro que adorámos. Pudemos assistir a esta sessão com as salas da Carolina e da Marta Reis e partilhar um momento rico de interação e música.
O OPus 7 é um espectáculo de música teatral que surge para promover a estimulação artística de qualidade, através de concertos portáteis para facilitar o acesso das crianças pequenas a atividades culturais na área da música teatral.
Foi assim que num jardim de flores sonívoras, as abelhas valsaram, o vento murmurou e a chuva cantou.
No final houve muito tempo para interagirmos com os instrumentos e experimentarmos os sons que cada um faz.
Mais informações sobre este espetáculo aqui: http://ruipessoapires.com/
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sexta-feira, 8 de fevereiro de 2019
A avó Ana veio à nossa sala
A avó Ana vem muitas vezes buscar a Francisca à escola (mais ainda agora que a Francisca teve um mano) e sempre que vem brinca um bocadinho com os meninos e meninas da Sala da Marta. Eles correm, ela finge que os vai apanhar, as risadas são sempre muitas. Achámos, por isso, pertinente trazer a avó Ana à nossa sala e perguntámos-lhe se ela nos queria vir contar uma história. A avó Ana assentiu imediatamente e no dia combinado entrou na sala com o "Quiquiriqui" debiaxo do braço e no rosto a expressividade de uma vida de contadora de histórias.
Todos adoraram e, a verdade, é que a história soube a pouco. Então a avó Ana, tal como a mãe do "Quiquiriqui" propôs vir fazer um bolo e voltar daí a uns dias à nossa sala. E assim aconteceu:
Fizemos um maravilhoso bolo de maça, caramelo e canela que comemos ao lanche. Estava delicioso... tal como deliciosas foram as visitas da Avó Ana, que já é um bocadinho avó de todos na sala.
“… é necessário rever a identidade da creche considerando a experiência dos adultos não menos central que a das crianças; na creche a experiência de crescimento não é somente da criança mas, é ao mesmo tempo ou pode ser pelo menos potencialmente, uma experiência de crescimento dos adultos.”
Montovani & Terzi, (1995:168)
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quinta-feira, 31 de janeiro de 2019
O que é isto? É cheiro!
Na reunião da manhã a Francisca mostrou aos amigos uma caixinha cheia de umas pequenas casquinhas com um cheirinho muito especial. Conversámos e a resposta à pergunta o que seria aquilo era unânime. "É cheiro!"
Mas que cheiro seria. Pegámos nas casquinhas e fomos perguntar às outras salas. Descobrimos que aquele cheiro, era cheiro de eucalipto. Mas não sabíamos bem o que era eucalipto, então passámos pela biblioteca, escolhemos alguns livros e levámos para a nossa sala. Também pedimos ao Tio Mário, que trouxesse alguns ramos de eucalipto de Castelo de Bode, para ver de onde vinham aquelas casquinhas.
Em pouco mais do que uma semana tinhamos o nosso projeto pronto. Convidámos, então, as salas da Carmo, da Carolina, da Marta Reis e da Mariana para ouvirem a nossa comunicação. Comunicámos o projeto duas vezes. Cada vez com mais segurança. De regresso à sala pendurámos o nosso cartaz na parede para nos lembrarmos sempre dos projetos maravilhosos que fazemos na nossa sala e dos quais temos tanto orgulho.
Aqui fica o nosso cartaz:
segunda-feira, 21 de janeiro de 2019
Matemática com legos
As brincadeiras à volta do lego são sempre muitas e é nos vários momentos de jogo que lhes descubro interesses matemáticos, sejam eles à volta das cores ou do número. Esta semana, numa das tardes da nossa agenda, coloquei no chão uma cartolina preta e várias peças de lego escolhidas com um propósito. Rapidamente, quando eles regressavam do lanche, sentaram-se, em jeito de roda, à volta das peças e começaram as observações:


- Estão aqui peças verdes…eu já fiz um avião - disse o Miguel Santos
- E aqui há vermelhas. - apontou a Maria Estima.
- Só há uma peça branca - observou o Xavier.
- E aqui há azuis - disse a Francisca.
- Há laranjas - disse o Miguel Santos - e amarelas temos duas - continuou a Maria Dias - e há quatro verdes. - concluiu o Eduardo.
- Vermelhas são 5 - disse a Maria Estima…e laranjas são 3 - afirmou o Miguel Carola.
- Azuis são...1, 2, 3, 4, 5, 6, são seis - contou a Francisca.
- Há peças diferentes: uma peça verde pequena e uma grande - observou o Miguel Santos. Esta e esta têm forma de retângulo e esta é um quadrado - acrescentou a Maria Estima
- Se esta é grande e esta é pequena…qual é esta? - perguntei lembrando a história dos 3 ursos.
- É média - respondeu a Maria Estima.
.- Muito bem e agora se juntássemos as peças de legos por cores…pode ser? - desafiei.
Depois de juntarmos as peças por cores e percebermos que todas tinham número diferente, a Patrícia sugeriu agruparmos as peças. Foi assim que surgiu, com muita brincadeira e diálogo à mistura, o conceito de conjunto.
E depois de fazermos os conjuntos com o apoio do adulto, foi a vez das crianças repetirem a brincadeira e consolidarem os conceitos de número, conjunto e relembrarem as cores.
Em Creche, a construção comparticipada de conceitos, acontece, em grupo e através da brincadeira, num momento lúdico e de jogo.
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sexta-feira, 18 de janeiro de 2019
Projeto dos Pinguins
No quotidiano de uma creche, muitas são as vezes que as crianças partilham connosco visitas que fazem ao Oceanário. O Oceanário já faz parte das visitas culturais de muitas famílias e, por esse motivo, também surge nos diálogos do dia a dia, nas partilhas das conversas sobre o fim-de-semana e sugere curiosidades infinitas sobre os animais que ali vivem.
"O modelo do MEM propõe um currículo baseado nos problemas e motivações da vida real e uma escola profundamente integrada na cultura da sociedade que serve" (Folque, 1999). As crianças em idade de Creche quando visitam o Oceanário e vêm um animal pela primeira vez, vão, naturalmente, questionar-se sobre este animal: Quem é? Onde é que ele vive? O que é que ele come? Será que pode morar na nossa casa? Foi isto mesmo que aconteceu na nossa sala. Até porque estas questões também são as suas questões sobre mundo. Uma criança que frequenta a creche está numa fase plena de conhecimento profundo e detalhado sobre o mundo. Está numa fase de construção pessoal e de conhecimento sobre o papel que desempenha na sociedade. É por isso natural que questione sobre o que viu ou viveu.
A ida do Miguel Santos ao Oceanário já aconteceu no Verão, mas a curiosidade ficou lá. Quando, agora, pelo Natal, o Miguel viu um pinguim na árvore de Natal da nossa escola, a pergunta surgiu: "Mas Marta, afinal o que é um pinguim?"
Levámos a pergunta ao grupo e logo outras questões surgiram: "Será que os pinguins comem cenouras?" "Os pinguins podem viver nas nossas casas?" Foi a partir destas questões que iniciámos a nossa pesquisa. Fomos buscar alguns livros à biblioteca e ao folhearmos fomos descobrindo novas informações:
"O modelo do MEM propõe um currículo baseado nos problemas e motivações da vida real e uma escola profundamente integrada na cultura da sociedade que serve" (Folque, 1999). As crianças em idade de Creche quando visitam o Oceanário e vêm um animal pela primeira vez, vão, naturalmente, questionar-se sobre este animal: Quem é? Onde é que ele vive? O que é que ele come? Será que pode morar na nossa casa? Foi isto mesmo que aconteceu na nossa sala. Até porque estas questões também são as suas questões sobre mundo. Uma criança que frequenta a creche está numa fase plena de conhecimento profundo e detalhado sobre o mundo. Está numa fase de construção pessoal e de conhecimento sobre o papel que desempenha na sociedade. É por isso natural que questione sobre o que viu ou viveu.
A ida do Miguel Santos ao Oceanário já aconteceu no Verão, mas a curiosidade ficou lá. Quando, agora, pelo Natal, o Miguel viu um pinguim na árvore de Natal da nossa escola, a pergunta surgiu: "Mas Marta, afinal o que é um pinguim?"
Levámos a pergunta ao grupo e logo outras questões surgiram: "Será que os pinguins comem cenouras?" "Os pinguins podem viver nas nossas casas?" Foi a partir destas questões que iniciámos a nossa pesquisa. Fomos buscar alguns livros à biblioteca e ao folhearmos fomos descobrindo novas informações:
"Vivem em família!"
"Põem ovos!"
"Vivem no gelo"
"Têm uma mãe e um pai"
"Tem um bico"
A pesquisa deu origem a uma intensa produção cultural. Os mais variados desenhos e pinturas sobre pinguins foram surgindo na nossa sala e ao mesmo tempo que algumas respostas eram encontradas, íamos ampliando o conhecimento das crianças com leituras de histórias e mais informações sobre os pinguins.
Juntos, crianças e adultos, fizemos um livro onde escrevemos, desenhámos e colámos toda a informação que recolhemos. No final, convidámos a sala da Carolina para ouvir a nossa comunicação, porque acreditamos na importância da partilha de conhecimentos, assim como percebemos que ao comunicar, apropriamo-nos ainda melhor do que aprendemos.
"Aqui o projecto surge como sentido, como
cultura, e esse sentido é o de organizar o olhar,
a escuta, as energias, os sujeitos e as acções
para responder a desejos e aspirações que são
sempre necessidade de desenvolvimento inter
e intrapessoais. Projectos que comprometem,
descobrem os obstáculos e procuram os meios
de os vencer. Esta cultura de projecto remete o
acto de educar para um outro paradigma: já
não transmissão de informação sem ligação
como o vivido, mas o aprender como meio de
compreensão e acção sobre os quotidianos,
orientado para a resolução dos problemas e das
dificuldades, provocando novas e mais intensas questões para nos fazermos todos (educadores e educandos, animadores e animados)
mais cultos e melhores cidadãos." (Peças, 1999)
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sábado, 12 de janeiro de 2019
Afinal o Gato
Esta semana tivemos a peça "Afinal o Gato", da Associação, na nossa escola. Esta peça é um espetáculo de promoção da leitura para bebés e crianças, com poesia de Fernando Pessoa, música de Joaquim Coelho e imagem de Mafalda Milhões.
A partir da frase “Gato que brincas na rua como se fosse na cama” tudo começa. Entre músicas, poemas, frases, expressões fomos convidados a entrar na peça e a perguntar: "Mas afinal onde está o gato? Dentro do sapato? Dentro do poema? Dentro do livro? Dentro de nós?"
Um dos objetivos primordiais da escola é oferecer às crianças experiências culturalmente ricas e variadas. A riqueza das experiências culturais que vivemos na infância, influenciam o interesse de cada um de forma avassaladora. O acesso à cultura é uma das nossas missões. Sem a cultura a escola não passa de um lugar vazio, sem sentido. É por este motivo que procuramos promover na creche, pelo menos uma vez por mês uma atividade/experiência cultural significativa.
Depois de nos deixarmos envolver na peça e de trazermos para dentro da sala as canções que ilustram o espectáulo, trabalhámos o poema de Fernando Pessoa.
O poema exposto na parede, serve de mote à lenga-lenga cantada que, de vez em quando, nos lembramos de trautear. Que bom é ter Fernando Pessoa à distância de um olhar.
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