terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Educação Sexual - o que ficou por dizer.

Na passada sexta-feira estive no programa das manhãs da SIC para falar sobre o recente Referencial de Educação para a Saúde, mais especificamente sobre o último capítulo do Referencial que diz respeito aos Afetos e a Educação para a Sexualidade. Ali, naqueles 10 minutos, senti que ficou muito por dizer e que o debate se tornou confuso e pouco central no tema proposto. Assim decidi escrever o que penso sobre o documento. Há ou não espaço no pré-escolar para se falar sobre sexualidade, sobre afetos, sobre género? Afinal é isso que propõe o documento. Na minha opinião claro que há, senão vejamos:

Desde o nascimento que as crianças são detentoras de uma curiosidade natural e um enorme potencial para compreender e dar sentido ao mundo que as rodeia, sendo competentes nas relações e interações com os outros. Sabemos que o desenvolvimento e aprendizagem das crianças ocorrem num contexto de interação social. A educação de infância entende a criança como sujeito do seu processo educativo. Este papel ativo da criança decorre também dos direitos de cidadania da criança - direitos reconhecidos pela Convenção dos Direitos das Crianças. Neste campo é importante mencionar o direito de ser ouvida e de ter acesso à informação. Assim, é possível dizer que tudo o que diz respeito à criança e que seja do seu interesse, que desperte a sua curiosidade é passível de ser abordado. A educação de infância assim o entende e aborda qualquer questão adequando à idade da criança, contexto e vivências. A abordagem deve ser sempre eticamente situada e honesta. Partimos do princípio de que as crianças não são tábuas rasas e, mais importante, não estão isoladas do todo social. 

É nesta perspetiva que entendemos que, tal como qualquer outro assunto, há espaço no pré-escolar para se falar sobre sexualidade e afetos. E para que os resultados sejam desejáveis a "educação para a sexualidade tem de se dirigir às escolas como um todo, penetrar em todos os seus ambientes, envolver todos os seus membros, aproveitar todos os momentos para, através de acontecimentos emocionais estruturados, construir modelos que promovam os valores e os direitos sexuais, sobre os quais as crianças e os jovens possam desenvolver a sua própria identidade e o respeito para com os outros" (in referencial de educação para a saúde). 

Depois de ler o referencial apresentado recentemente pelas Direções-Gerais da Educação e da Saúde, em colaboração com o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) percebemos que se trata de um documento orientador destinado à educação pré-escolar e aos ensinos básico e secundário, visando a promoção da literacia em saúde, a adoção de estilos de vida saudáveis e o desenvolvimento de competências sociais e emocionais. O documento assume-se como um quadro orientador e de referência para a implementação da Educação para a Saúde em meio escolar, concorrendo para a dimensão transversal da Educação para a Cidadania em qualquer disciplina ou área disciplinar. Tal como outros referenciais, o documento pretende "ser uma ferramenta educativa, flexível, não prescritiva, possível de ser utilizada e adaptada em função das opções definidas em cada contexto educativo, desde o pré-escolar" (in referencial de educação para a saúde).

Importa ainda referir que o referencial está dividido em cinco temas globais:
- Saúde Mental e Prevenção da Violência
- Educação Alimentar
- Atividade Física
- Comportamentos Aditivos e Dependências
- Afetos e Educação para a Sexualidade

No que diz respeito ao último tema e para o qual fui convidada a falar, penso que é de extrema importância falar-se sobre o mesmo no pré-escolar e o documento surge como apoio e guia para o que e como deve ser abordado. Os assuntos mencionados no referencial são:

- Identidade e género
- Relações Afetivas
- Valores
- Desenvolvimento da sexualidade
- Maternidade e Paternidade responsável
- Direitos sexuais e reprodutivos (não se aplica ao pré-escolar, segundo o referencial)

Porque é que é importante os educadores estarem confortáveis e preparados para abordarem os assuntos acima?

Porque todos temos o dever de promover uma atitude positiva no que respeita à igualdade de género e desenvolver a consciência de que cada pessoa é única no que respeita à sua sexualidade.
Porque é nossa obrigação afastar estereótipos e desenvolver valores de respeito, tolerância e partilha no que diz respeito às diferenças individuais e socioculturais de cada um.
Porque é importante reconhecer a importância dos afetos no desenvolvimento individual de cada um, identificando, respeitando e compreendendo as emoções em si próprio e nos outros.
Porque é fundamental as crianças perceberem que têm direito à sua privacidade e ao entendermos os limites dos afetos estamos a promover a prevenção do risco.
Porque devemos promover na criança a capacidade de aceitar e integrar as mudanças físicas e emocionais associadas à sexualidade, ao longo da vida.
Porque é nosso dever identificar e respeitar a diversidade dos contextos familiares, numa sociedade que cada vez mais encontra diferentes tipos de família.

Porque, acima de tudo, é obrigação de cada educador refletir sobre o tema e promover nos grupos comportamentos saudáveis.


sexta-feira, 6 de janeiro de 2017

Educação Sexual no Pré-Escolar? Sim ou Não?

As Direções-Gerais da Educação e da Saúde, em colaboração com o Serviço de Intervenção nos Comportamentos Aditivos e nas Dependências (SICAD) apresentaram recentemente o Referencial de Educação para a Saúde. Trata-se de um documento orientador destinado à educação pré-escolar e aos ensinos básico e secundário, visando a promoção da literacia em saúde, a adoção de estilos de vida saudáveis e o desenvolvimento de competências sociais e emocionais. O documento assume-se como um quadro orientador e de referência para a implementação da Educação para a Saúde em meio escolar, concorrendo para a dimensão transversal da Educação para a Cidadania em qualquer disciplina ou área disciplinar. 

No âmbito deste referencial, que podem consultar aqui, fui convidada a ir ao programa das manhãs da SIC falar sobre a educação sexual no pré-escolar. A questão que se colocava era se seria ou não possível abordar a temática dos afetos, da sexualidade, da identidade e género com crianças de 3,4 e 5 anos? 


segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

A Maria nasceu!!!


Foi no dia 6 de Dezembro e eu não podia estar mais feliz. Cá por casa andamos em modo adaptação. A mana mais pequenina veio roubar espaço aos mais velhos... mas também veio trazer muito amor e alegria para todos. Estamos todos embevecidos: pais e manos. Obrigada a todos os que já nos felicitaram. Estamos de coração cheio! 

segunda-feira, 12 de setembro de 2016

Novo ano e vida nova

Começou um novo ano... despedimo-nos de alguns dos nossos amigos. Uns voaram para outras escolas, outros desceram apenas ao piso de baixo e podemos reencontrar-nos de novo nos intervalos, no recreio. A nossa sala recebeu novas caras e muitas novidades. A Marta Reis começou o ano connosco. E vamos fazer equipa juntas com a Patrícia. O ano vai ser diferente. Duas educadoras!!! Devem estar todos a perguntar-se porquê. É simples... aqui dentro cresce mais um bebé. A Maria vai chegar em Dezembro e decidimos que seria uma mais valia, começarmos o ano a 3. Todas as transições serão assim mais calmas e tranquilas. É tempo de delinearmos objetivos comuns, de traçarmos planos e de nos focarmos no ano que aí vem. Tenho certeza que a sala ficará em boas mãos, que não vão sentir (muito) a minha falta e que eu irei estar sempre na retaguarda. Este ano vou escrever menos no blogue... as notícias vão passar por aqui: "Já sei, Marta!".

Vai ser um ano bom para todos, um ano muito feliz para todos nós!!! Eu vou aos poucos abrandando, sorrindo com este momento que me espera...


... mas com todos eles no meu coração!

"Não sei... Não sei se a vida é curta 
Ou longa demais pra nós, 
Mas sei que nada do que vivemos 
Tem sentido, se não tocarmos o coração das pessoas. 
Muitas vezes basta ser: 
Ser Colo que acolhe, 
Ser Braço que envolve,
Ser Palavra que conforta, 
Ser Silêncio que respeita, 
Ser Alegria que contagia, 
Ser Lágrima que corre, 
Ser Olhar que acaricia, 
Ser Desejo que sacia, 
Ser Amor que promove. 
E isso não é coisa de outro mundo, 
É o que dá sentido à vida. 
É o que faz com que ela 
Não seja nem curta, 
Nem longa demais, 
Mas que seja intensa, 
Verdadeira, pura... 
Enquanto durar." 

Cora Coralina

terça-feira, 2 de agosto de 2016

Nas despedidas mais uma visita!!!

O final do ano aproxima-se a passos largos. Alguns continuam connosco para o ano, outros vão abrir asas e voar para outros ninhos. Vão aprender outras coisas, vão conhecer outros sorrisos e vão conquistar cada etapa com a certeza de que são capazes. Temos andado a despedir-nos lentamente, entre abraços longos e surpresas inesperadas. O pai da Madalena veio à nossa sala fazer brigadeiros... foi uma doce despedida! 


Obrigada Diogo!!! E já sabem... voltem sempre, seja para uma tarde de brigadeiros, seja para dois dedos de conversa, seja para a troca de muitos mimos!!!

quinta-feira, 30 de junho de 2016

Semana de praia

Chegou finalmente a nossa semana de praia. Que bom que é mergulhar no mar, brincar na areia e ainda usufruir da melhor companhia possível: os nossos amigos de sempre!!!


Dias bons que antecipam as férias!!!

segunda-feira, 27 de junho de 2016

A nossa Festa

A nossa festa de final de ano tem sempre por base algo que nos marcou bastante durante o ano. Este ano, sem dúvida, que um dos projetos que mais nos marcou foi o projeto de Londres. Foi com este pano de fundo que na nossa festa houve soldados da Rainha, houve baile e houve claro uma Rainha, cercada de princípes e princesas que entre encontros e desencontros celebram o amor e a amizade. 


Depois da nossa atuação de sala, houve saltos na ginástica, cantorias na música e no inglês e dança com Bollywood!  Que manhã tão cheia. No final a certeza de uma coisa: Felicidade, entusiasmo e alegria foram as palavras de ordem em cima deste palco. Já na plateia a emoção foi tanta que muitas foram as palavras que ficaram por dizer. Aos finalistas um até breve... sim, que eu sou uma pessoa que gosta de visitas. Aos que cá ficam: para o ano há mais!!! ;-) 


Acabamos o ano de coração cheio e que venham as atividades de Verão!