sexta-feira, 9 de março de 2018

Atelier de Cerâmica com a Mufla

Há uns dias chegou pelas mãos da Maria uma notícia muito interessante sobre um atelier de cerâmica que havia feito durante umas mini férias pelo norte. A partilha vinha acompanhada de sorrisos e de uma grande explicação sobre como tinha gostado de tocar no barro. Partir desta partilha para uma nova aventura na sala foi fácil. Também íamos experimentar fazer um atelier de cerâmica na sala. Contactei a Catarina do Atelier Mufla, e perguntei-lhe se podia vir fazer um atelier de cerâmica com crianças de 1 e 2 anos. A resposta veio logo cheia de entusiasmo e ideias! Esta semana tivemos cá a Catarina e a Rita que nos trouxeram uma manhã de muita diversão, experiências e alegria.  Ora vejam:


Primeiro experimentámos o toque frio do barro. Algumas crianças não quiseram logo tocar. 


Depois a Catarina e a Rita ensinaram-nos a fazer bolinhas, caracóis, cobras, coelhos, bonecos de neve, lagartas, flores... uma panóplia de pequenas esculturas. 


Após toda esta exploração a Rita e a Catarina fizeram em barro as mãos de cada uma das crianças. 


E no final cada um pintou as suas mãos com as cores que escolheu. 

Agora é só esperar que as nossas peças cozam na Mufla para irem para as casas de cada um! 

Obrigada por esta manhã tão boa! 

quarta-feira, 7 de março de 2018


Há uns dias trouxe para a sala o livro "Da cabeça aos pés" do Eric Carle como ponto de partida para falarmos sobre as partes do corpo humano. Partindo deste livro descobrimos diferentes partes do corpo e brincámos com posturas corporais tal como livro sugere. O livro é simplesmente maravilhoso, com umas ilustrações geniais como o Eric Carle já nos habituou. «Sou um pinguim e viro a minha cabeça. E tu, consegues fazer assim? Eu, sim.» Os animais mexem os seus corpos de formas muito diferentes - tal como os humanos. Podemos observar os gorilas, os camelos e outros animais a bater no peito, a dobrar os joelhos, a arquear as costas e até a curvar o pescoço… Porém, o mais divertido é se o leitor responder ao desafio deste livro, juntando-se e imitando o pinguim, a girafa o búfalo e outros mais. Da cabeça até à ponta dos pés, irá certamente retorcer-se, balançar-se e rir à gargalhada, à medida que os for tentando acompanhar!  E foi mesmo isso que aconteceu. Lemos e fizemos tudo o que livro dizia e rimos a cada página virada ao mesmo tempo que aprendíamos as diferentes partes do corpo.


Partindo da história fomos fazer uma silhueta do corpo humano que depois decorámos com pequenos pedaços de tecido. 


Aquele grande corpo foi tomando forma e com a ajuda de todos fomos relembrando as diferentes partes do corpo que tínhamos aprendido no livro e outras que já sabíamos. 


No fim, demos-lhe um rosto e foi assim que juntos identificámos as diferentes partes do corpo que já conhecemos.




A Sara (a estagiária que está agora na nossa sala) lembrou-se de fazer um puzzle gigante com as algumas partes do corpo para podermos consolidar as nossas descobertas. 


O jogo ficou na nossa sala e, de vez em quando, gostamos de o jogar. É uma forma muito divertida de brincar e aprender.


Nas paredes da sala ganhámos um novo cartaz que nos ajuda a lembrar as partes do corpo que conhecemos. 

quarta-feira, 28 de fevereiro de 2018

Máscaras de Cortiça - das partilhas que nos enriquecem culturalmente!

Na segunda-feira a Maria E. chegou à escola com uma grande novidade. Ela tinha estado de férias com os pais nas aldeias de Xisto e encontrou por lá um senhor que fazia em cortiça máscaras muito divertidas. A Maria ajudou o Sr. José a fazer a sua máscara e trouxe para a nossa sala para partilhar com os amigos. Os pais da Maria fotografaram a Maria nas aldeias de Xisto e também todo o processo de realização da máscara de cortiça que o Sr. José tão habilmente faz. Foi mito interessante podermos conhecer um bocadinho mais da cultura do nosso país, pelos olhos da Maria e da sua família. Ficámos encantados. 


Mas a família da Maria não trouxe só fotos e máscaras para partilhar. A família da Maria trouxe também um rolo de cortiça e ainda outros objetos de cortiça para podermos fazer as nossa próprias máscaras. 


Inspirados na máscara do Sr. José e munidos de rolhas, pedaços redondos e cones de cortiça, cada criança fez a sua máscara. Uns pediram para cortar a boca, outros pediram para pôr a língua de fora e outros ainda para fazer dentes, uns queriam poder espreitar e ver os amigos outros quiseram colar olhos. Uns quiseram pôr orelhas, outros sobrancelhas e ainda houve quem quisesse fazer cabelo. Foi uma semana cheia de máscaras onde pudemos aprender muito bem as partes do rosto. 


Em conjunto decidimos pintar as nossas máscaras que agora estão em exposição à porta da nossa sala. Deliciem-se! 

quinta-feira, 22 de fevereiro de 2018

Ouvir. Pensar.

Esta semana recebemos a Ana Mourato na nossa escola para nos perdermos nas suas palavras e emoções com a sua capacidade para contar histórias. 

"Contar histórias a um público bebé é uma experiência social, é uma atividade criativa, expressiva, que envolve a imaginação e a relação interpessoal. O livro para a infância cumpre um papel de continente da relação entre o mediador da palavra e o bebé, permitindo, através da proximidade física e sensorial, pequenas aprendizagens do foro cognitivo e relacional proporcionando paralelamente sensações de conforto e segurança, fatores essenciais neste início de percurso desenvolvimental. A abordagem do livro implica uma forma mais complexa de comunicação, o seu vocabulário é mais amplo, e este, associado à imagem e aos processos de descoberta e de interação que as obras propõem, torna-se um precursor excelente e um ótimo suporte para o desenvolvimento da linguagem e para a promoção da literacia."

Mais do que ouvir a Ana, as crianças envolveram-se na história e participaram com perguntas, interjeições e muitas gargalhadas. 


A sua expressividade e encantamento cativaram-nos desde o primeiro segundo e cada história ouvida foi um momento de puro prazer. 


Este atelier permitiu que cada criança usufruísse de um momento de prazer, de relação e comunicação através do livro. Com base no suporte material e no mote dado por alguns sons foram nos apresentadas dois livros acompanhados por diferentes recursos criativos que deliciaram todos os que assistiam. 

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Do amor partilhado

Este fim-de-semana o Manel foi a Leiria, a casa dos avós. Por ser dia dos namorados esta semana, o Manel e a sua família decidiram apanhar imensas flores na casa dos avós, que trouxeram para partilhar com os amigos da sala. 


Tivemos um primeiro momento de exploração das flores e das folhas que o Manel trouxe e depois decidimos fazer um trabalho de pintura e colagem com as mesmas. 


Foi uma descoberta esta nova forma de pintar e o resultado ficou maravilhoso. 


Obrigada à família do Manel por esta partilha. 

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Temos mapa de presenças

Desde o início de Fevereiro que temos Mapa de Presenças na sala. Construímos o mapa juntos, colámos as fotos e em conjunto pudemos ter um primeiro contacto com o nome escrito de cada um. Quando colámos o Mapa na parede, expliquei-lhes para que é que este instrumento serviria. Foi um momento delicioso de grupo.  


Um a um eles foram marcando as suas presenças e reconhecendo a sua fotografia e nome naquele novo instrumento. 



Também nos vamos apercebendo diariamente de quem falta e surgem as primeiras preocupações. "O Miguel não está. Está doente?" - perguntou a Bia.


"As crianças, ao tomarem progressivamente consciência de si próprias e dos outros, bem como da sua vida no grupo, vão-se reconhecendo como fazendo parte dele. Esta tomada de consciência permite-lhes antecipar ações, expressar interesses e modos de agir, participando na definição do planeamento. O Mapa de Presenças, com fotografias de todos os elementos do grupo, é um instrumento fundamental para promover o sentido de pertença ao grupo e para o desenvolvimento de atitudes de cuidado para com o outro e de indagação sobre as vidas de cada um." Folque, Bettencourt & Ricardo 

domingo, 11 de fevereiro de 2018

As lontras

Há umas semanas o Pedro trouxe uma notícia que partilhou com os amigos de manhã. O Pedro tinha ido ao Ocenário e tinha visto lontras. Trazia um cartaz com fotografias de lontras e uma breve explicação. Na sala começaram mais crianças a dizer que já tinham visto lontras. Alguns diziam que eram focas. Seriam focas? Fui à biblioteca da escola buscar uns livros para vermos juntos. 


Começaram então as primeira leituras sobre as lontras. A curiosidade ia aumentado... assim como o interesse por este simpático animal. 


Decidimos então fazer um cartaz com as nossas descobertas. 


Começou uma intensa produção na sala. Todo o processo foi muito vivido pelas crianças, desde a pintura do cartaz até à colagem das fotografias. Fomos descobrindo várias curiosidades sobre as lontras, que quisemos colar no cartaz. 


Pintámos uma lontra de tamanho real que utilizámos para ilustrar o nosso primeiro projeto. 


Depois chegou o grande dia. Convidámos a sala da Marta Reis e comunicámos o nosso projeto sobre as lontras. Todas as nossas descobertas e todo o nosso entusiasmo foi passado neste momento formal de comunicação. A primeira comunicação em grupo. Que orgulho!